segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Kama Sutra


O Kama Sutra, apesar de a maioria das pessoas imaginar  se tratar apenas de um manual de posições sexuais, é um livro que contem ensinamentos para a vida toda, em todos os aspectos. Compilados pelo sábio Vatsyayana dos antigos textos de tradição erótica (Kama Shastra) , o Kama Sutra e  suas teorias ainda nos inspiram nos dias de hoje.

Iniciei a leitura desta obra há pouco tempo e aqui deixarei algumas partes que julgarei interessantes sobre esta extraordinaria cultura indiana. 

Há no livro uma parte que fala sobre os diferentes tipos de amor, a saber:

1- Amor adquirido pelo hábito.
2-Amor resultante da imaginação.
3-Amor resultante da fé.
4-Amor resultante da percepção de objetos externos.

Quando vi estes tópicos imaginei coisas diferentes, mas me esqueci que os conceitos e o mundo daquele tempo eram totalmente diversos dos que temos hoje, então seguem as explicações:

1- Amor adquirido pelo hábito.
 O amor resultante da realização constante e continua do mesmo ato, como por exemplo o amor pelo ato sexual, o amor pela caçada, pela bebida, jogos de azar, etc.

2-Amor resultante da imaginação.
  O amor por coisas às quais nao estamos acostumados e que provém, inteiramente de idéias, como  por exemplo, o amor que alguns homens, mulheres e eunucos sentem pelo sexo oral ou por coisas como abraços e beijos.

3-Amor resultante da fé.
  O amor mútuo e comprovadamente verdadeiro, em que um tem consideração pelo outro como se fosse por si mesmo.

4-Amor resultante da percepção de objetos externos.
  O amor resultante por objetos externos é muito evidente e conhecido no mundo, por que o prazer que ele fornece é superior ao prazer dos outros tipos de amor, que existem para o seu proprio proposito.

Em seguida o livro nos fornece mais detalhes sobre a união sexual, como o abraço, beijos, mordiscagens, etc.

Penso então que o primeiro amor se trata do vício que adquirimos por quaisquer coisas que nos dêem prazer e pelas quais estamos habituados; O segundo amor me pareceu se tratar do amor platônico, quando idealizamos algo com o qual não temos contato direto ou nos contentamos com as "esmolas" como se fossem um banquete; O amor pela fé é lindo e concordo plenamente com o nome dado, o amor verdadeiro, diria; O amor resultante pelos abjetos externos ficou meio nublado em minha mente, mas penso se tratar do desejo sexual. Depois que ler o restante do livro poderei afirmar.

O que vejo é que, apesar das centenas de anos que se passaram, a questão do amor não mudou muito e sempre houve a preocupação com a categorização e a manutenção dessas relações advindas detais sentimentos. 

Espero terminar a leitura e espero que outros se sintam inspirados a se aventurarem nesse caminho das Indias e do amor.

Um comentário:

  1. Que interessante. É uma pena que prá muitos Kama Sutrá é sinônimo de pornochanchada. Enfim, fica aí a dica. Afinal, é um crássico!

    Muito legal, Lu. Adorei o post. Deu vontade de ler mesmo o bicho. Nunca me atrevi. Talvez pela mesma razão de nunca ter me atrevido ao Banquete ou a Moby Dick.

    Mas deu vontade!

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