sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mar distante



Mesmo que as ondas nao queiram molhar-te
Cismas em continuar na pedra
A olhar,
A vislumbrar...
E mesmo que estejas limpa e perfumada,
Em ti veem as grossas e negras
Crostas
que jazem.
De tanto lavares as delicadas mãos,
De teus finos e cansados dedos
O sangue 
Escorre.
Nunca ficarás limpa o bastante,
Nunca, no mar imenso entrarás, pare,
Que nada mais
Corre.

5 comentários:

  1. Opaa....esta foi uma escrita bem dura...

    adoro a forma como consegues transmitir o que sentes sob a forma de palavras ;)...és genial

    Beijinho, continua Lu *

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  2. Como a vida, às vezes, dura demais...
    Brigada, Zé!

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  3. Caramba, fiquei bege cintilante... você é mesmo boa nisso, menina!

    Aliás, como eu faço prá mandar um selo ao seu blog?

    Abs,

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  4. Obrigada!!
    Mas que selo, viajei agora, hehehe.

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  5. Aqueles selinhos que as pessoas ganham e deixam à mostra no blog... Vc não precisa deixar à mostra se não aquiser, mas queria te mandar mesmo assim... é uma simples imagem, nada de mais.

    Posso te mandar em algum e-mail seu?

    Bjo!

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