sábado, 25 de setembro de 2010

Não sou louca!


Algumas pessoa me chamam de louca, doida, maluca, pirada, lelé da cuca,  até eu mesma já cheguei a pensar nessa possibilidade por me achar tão perdida em certos momentos da vida. Tenho algumas características bastante irritantes, sobretudo para mim mesma, e isso sempre me deixou desanimada e intrigada. Mas eis que uma luz se abateu sobre os meus pensamentos!

Trabalhando em uma biblioteca tive contato com um livro que me esclareceu algumas dúvidas, esse livro era "Mentes inquietas" de Ana Beatriz Barbosa Silva. O livro trata sobre o Distúrbio do Deficit de Atenção (DDA), ou Transtorno de Deficit de tenção (TDA), e os sintomas descritos me fizeram ver que possivelmente eu tenho esse distúrbio.


No blog da minha amiga Aline Camargo, ela descreve os sintomas de quem tem  o TDA sem hiperatividade, um subtipo que geralmente acomete meninas. Eu os roubei  e os coloquei aqui, fazendo alguns comentários:


Infância

- na escola, são crianças quietas, tímidas e com dificuldades de socialização; (Não gosto nem de me lembrar dos meus primeiros anos de escola, e isso se estendeu até a adolescência)
- apresentam inteligência aguçada, porém têm problemas de rendimento por dificuldade de concentração; (Lua é o meu mundo)
- não concentram-se com facilidade nas aulas, às vezes não ouve o que o professor diz, perde-se em seus pensamentos; (Até hoje tenho que me esforçar e balançar os pensamentos que pousam na minha cabeça)
- têm dificuldades com algumas matérias específicas, principalmente as de exatas; ( Detesto, física, nunca aprendi)
- podem não querer ir à escola por se acharem incapazes; (Parei de estudar por duas vezes...)
- baixa auto-estima, sentem-se inferior aos colegas; (Sem comentários.)
- têm dificuldade de organizar trabalhos escolares; (Isso é normal)
- frequentemente perdem materiais escolares, livros, etc; (Perder, nem tanto, mas esquecer, hehe)
- esquecem de fazer deveres. (Ops!)

Idade adulta

- alterações de humor, alta irritabilidade (Confesso...)
- sentimentos intensos (Ô!)
- esquecimento de compromissos (Só de vez em quando...)
- constante perda de objetos (Algumas vezes, hehe)
- procrastinação (Sniff)
- dificuldade em ser pontual (Não espalha!)
- perdem-se em lugares conhecidos (Isso é verdade, não tem jeito)
- começam vários projetos ao mesmo tempo, não terminam nenhum (AHHHHHHHHHHHH!)
- dificuldade em concentrar-se em atividades que os desagradam, ou que os pressionam (SIM!)
- superconcentração em atividades que os agradam (SIM!)
- compulsividade, que pode traduzir-se em compulsão alimentar, vícios, etc. (Não sei...)
- depressão (Às vezes)
- dificuldades em manter-se em um mesmo emprego (Nem tanto)
- dificuldades em manter relacionamento estável (Hummm....)
- insegurança, que traduz-se em ciúme excessivo (Ahhhhhhh!)
- muitas ideias ao mesmo tempo, que tornam-se obssessões (Muitas idéias, obssessões, não sei...)

Acho que não tem jeito, tenho isso aí mesmo...

O bom é que, sabendo disso, temos como encontrar caminhos para podermos viver melhor e mais organizadamente. Estou tentando descobrir o meu jeito, e que Deus me ajude!

Isso é que é dançar!

Que beleza!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O último discurso



O último discurso
de “O Grande Ditador”
            Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
            Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
            O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.  A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
            A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
            Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
            Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
            É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
            Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pesquisas no Google



Coloquei no meu blog um contador de visitas e ele me diz como as pessoas o encontraram, além de outras coisinhas.

Vejam algumas frases que o povo pesquisa e que os fazem chegar até o meu blog:

características tia justina.  (Quem será essa tal de tia Justina?)

lu ferreira casamento.  (Epa, isso aí não é comigo, não!)

um filme que uma mulher alienigena beija e suga .  (Cruz credo, que gosto macabro!)

o que são jogos de amor?. (Isso aí já é mais interessante.)


jogo de mulher e alienijinas. (Não faço idéia do que queria encontrar.)

rosa vermelha.  (Cute)

3 alienígenas vampiros .  (Trash dos trashes.)

mulher mor jogos.  (Erro de digitação?)

levrita. (Hummm...)

jogo de amor mulher e homem.  (Interessante.)

fala de alienigila no telefone com uma melher. (Eu, heim!)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mar distante



Mesmo que as ondas nao queiram molhar-te
Cismas em continuar na pedra
A olhar,
A vislumbrar...
E mesmo que estejas limpa e perfumada,
Em ti veem as grossas e negras
Crostas
que jazem.
De tanto lavares as delicadas mãos,
De teus finos e cansados dedos
O sangue 
Escorre.
Nunca ficarás limpa o bastante,
Nunca, no mar imenso entrarás, pare,
Que nada mais
Corre.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Certas escolhas


Tantos anos só, naquela casa, e agora os filhos decidiram que ela era velha demais pra morar sozinha. Sentada na cadeira de balanço, onde por tantas vezes embalou os sonhos daquelas mesmas criaturas que agora depenavam a sua casa, Dona Sônia continha a lágrima e o rancor. A filha mais velha separava o lixo do reutilizável, a mais nova decidia com quem ficariam as louças finas e os móveis, as netas corriam pela casa desordenada.

A empregada, amiga de uma vida inteira, tentava amenizar a bagunça, mas não havia como organizar aquilo. Luzia olhou para a senhorinha com quem discutira tantas vezes, com quem rira, chorara e compartilhara problemas íntimos, como amigas, e sentiu uma amargura em seu peito. Dona Sônia sempre foi elegante e de atitudes nobres, nunca abriu mão da etiqueta, da mesa posta, mesmo que sempre estivesse sem convidados para o almoço ou o jantar. Nunca perdia a dignidade, nem mesmo quando Luzia precisava limpar a urina que, por incapacidade de seu organismo, deixava escapar pelo caminho entre o quarto e o banheiro. Aquela mulher tão nobre e bondosa agora estava alí, entre os esqueletos de seu passado, incapacitada para uma vida com dignidade de escolhas.

Balançava-se na cadeira e sua mente voava para bem longe dali...Gostaria de ter feito escolhas diferentes, de ter tido coragem de ser egoísta nos momentos em que precisou ser, mas o mundo a condenaria se não priorizasse as vontades de suas filhas. As filhas eram o seu tesouro e o seu dever. Perdeu o marido aos 25 anos, ainda tão fresca e bela que fazia suspirar os mais diversos cavalheiros que cruzavam seu caminho; mas uma mãe de família não poderia se deixar levar por prazeres mundanos, as pessoas e as filhas nunca a perdoariam.

Dona Sônia tinha um segredo. Uma vez, aos 35 anos, encontrou um rapaz tão especial que a fez pensar, mesmo que sem admitir,  em desistir de sua eterna castidade e abrir  a  casca que a separava da vida. Era professora e ele aluno, o mais inteligente e sensível da turma. O menino inventou que precisava de aulas extras de gramática e ela assinou o contrato para as suas tardes de quarta-feira. Foi sem admitir que ela se viu ansiosa pela primeira tarde, se penteando e se perfumando, se olhando no espelho como nunca fizera antes, mas  nunca admitiria que algo além da nobreza do conhecimento compartilhado estivesse pulsando em seu coração. 


As tarde foram passando e cada vez mais aluno e professora se reconheciam, se espelhavam. O sorriso maroto do menino de 17 anos, dentro daquelas bochechas ainda infantis, e aqueles olhos pretos e espertos, que pareciam faiscar com cada pensamento, como se pudéssemos ler por eles sua grande atividade mental, lhe faziam esquecer de quem era, de sua idade, de sua condição maternal; naquele momento ela sentia apenas que ali estavam duas almas em uma mesma sintonia, que se completavam e se entendiam totalmente.

Muitas gargalhadas foram compartilhadas, muitos conhecimentos, muitas teorias sobre a criação do universo, a diversidade cultural, sobre a extinção dos dinossauros, culinária e tantos outros assuntos foram tratados naquelas tardes. A cada semana a ansiedade era maior  até a chegada da quarta-feira. 

Mas...A realidade bateu na porta da senhora Sônia Calázio. E a realidade nos faz ficar em choque, por que ela é, como nos ditados populares, nua e crua, fria, gelada, desconfortável e cortante. 

Numa quarta-feira fria, de cerração baixa e chuvisco incessante, o menino decidiu abrir o seu coração para a professora, pois sentia que ela não era indiferente a ele. Esperava que ela confessasse todo o seu sentimento, que assumisse estar completamente apaixonada por ele, esperava que ela dissesse: Vem, meu amor, vamos viver juntos até o fim de nossas vidas! Ele acreditava nesse fim, ele sentia, ele sabia, mas nem sempre o que é verdade é o que é realizado. Aquela quarta-feira foi a última aula e a última vez que se viram. Dona Sônia não teve coragem de encarar a sua verdade, ela era muito brilhante e ofuscava. Nunca teria forças para lutar contra o mundo, nunca teria coragem de assumir que amava, principalmente, que amava um menino. Nunca poderia dizer a verdade. E foi assim que perdeu o seu grande amor e voltou à sua vida seca.

No balançar da cadeira via o seu passado, as escolhas feitas  em nome de suas filhas, em nome de uma sociedade que sequer sabia que ela existia e que alí  agonizava, sem o direito de escolher sequer com quem seus pertences deveriam ficar. Nos anos anteriores se acostumara com a solidão e com o bálsamo das lembraças das quartas-feiras. Nunca escolheu o que quis, e agora era hora de morrer em paz, com o seu dever cumprido.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Setembro


Setembro me encanta com a sua primaveril chegada, mas ao mesmo tempo me espanta, com o fechamento de mais um ciclo em minha vida. 

Dizem que os dias que antecedem o nosso aniversário são dias sinistros e de tensão máxima, o famoso "Inferno Astral", e que depois disso, nova vida. Nunca fui dessas de acreditar em horóscopo, mas certas coisas parecem fazer sentido. Sempre sinto que depois do meu aniversário a minha vida dá uma virada, acontece algo que muda a minha trajetória. Não sei dizer se isso é bom ou ruim, na vida não dá pra definir muito bem a linha entre a "bondade"  e a "ruindade", a não ser depois de um afastamento, quando podemos nomear alguns pontos.

Este último ano foi um dos mais malucos que vivi até hoje, ao menos penso assim agora. Coisas sem noção aconteceram, me senti louca por muitas vezes, ridícula, inúmeras vezes, e palhaça, incontáveis vezes, mas no fim, consegurei imaginar um sentido pra isso, só não sei quando vai chegar esse fim.

Apesar de todas as loucuras, posso dizer também que no mesmo nível destas aconteceram coisas bem legais e conheci pessoas que conquistaram definitivamente um pedaço em meu coração. Espero que nada os arranque de lá! Por isso, acho que no fim (que não sei se já chegou), considerarei que este ciclo de minha vida foi muito especial.

Não sei se é primavera ou já é outono para mim, mas espero que o novo ciclo que se abre seja melhor que os outros que se fecharam.

Susan Boyle do Paraguai

Esse vídeo foi um dos primeiros que fiz, por isso a edição está essa bomba aí. Mas me diverti, isso é o que importa.

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