quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Saudade

Outro alguém tocarar-te,
Alguém olharar-te,
Mas nunca serão toques tão quentes
E olhares tão doces
Como os que agora tens...
Nunca ninguém terá essa voz que canta,
Nem a risada na hora mansa,
Nunca ninguém vai chorar
A lágrima que vai e vem.
Nunca mais ouvirás os mesmos sons,
Nunca mais a mesma ternura
Incansável, dia após dia...
E quando se levantar
e os olhos abrir pesarosos, entre rugas,
Um dia, talvez,
Sentirás que o que perdido havias
Estará ainda tão próximo,
Escondido entre as ferrugens
Do dia que se encardia...
Pode ser que naquele instante,
Algo mude em seu semblante
Esquivando-se da verdade.
A dor de toda uma existência
Perdida entre caminhos 
Que levaram a lugar nenhum,
Crescerá desmedidamente
Quando os teus olhinhos velhos
Implorarem por clemência.
A lembrança de uma vida vazia
E da ferida provocada
Só não serão maiores no peito velho,
Que a dor da 
saudade.

5 comentários:

  1. LINDOOOOOOOOO........

    É.. as lembranças consegue transformar uma vida vazia,o pior é que a saudade nos preenche tanto que chega a sufocar.........mas acreditar que Se pela força da distância,se ausenta.Pela força que há na saudade,voltarás.....isso seria enganar a mim mesma???

    "Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente saudade..."[William Shakespeare]

    BEIJAO

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  2. Saudades...
    De tudo aquilo que eu não vivi.

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  3. Excelente Lu....Muito bom, mesmo

    Disseste-me que "acima" ias escrever algo patético. Sabes o que acho? Quem não escreve, sente e vive como tu é que é, na verdade, patético =)

    Adorei o post, parabéns ;)

    Beijinho *

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  4. Zé!
    Na verdade, tudo que fala sobre amor e esses sentimentos é meio patético. Outro dia estava lendo alguns e-mails antigos e me surpreendi comigo mesma na escrita de patetices, mas fazem parte.

    Beijos, Zé!

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