sábado, 28 de agosto de 2010

Calar, jamais!


Morrer guardando as palavras,
Não quero
Jamais!
Melhor que me estapeiem o rosto
Ou cortem-me a língua
Que não ter paz.
Pobre é o que o ônibus perdeu
E sem guarda-chuvas, 
Andou para o lar!
Pobre daquele mendigo
Morto de fome
Por não querer falar!
Amassar no peito
Coisas mal-dormidas
Só nos faz sufocar!
Mil vezes ter a cara cuspida,
A honra ruída,
Que a dor de não me expressar!

2 comentários:

  1. concordo plenamente! É preciso deitar cá para fora o que nos vai na mente...sou tão a favor disso que ontem fiz algo (que já devia ter feito à mais tempo) que foi esclarecer as coisas com a minha ex namorada para não habitar mais raiva ou resquicios de ódio entre nós; e ficou tudo esclarecido, saiu-me um grande peso de cima!

    Excelente poema Lu, parabens =D*

    ResponderExcluir
  2. Também penso que devemos nos esvaziar de tudo o que nos esmaga o peito, isso faz bem à alma. Fico feliz que tenha conseguido resolver mais essa etapa de sua vida. :)
    Obrigada pelos comentários!

    ResponderExcluir

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...