sábado, 24 de julho de 2010

Príncipe encantado

Já escrevi em outra ocasião sobre o fascínio que os vampiros despertam nas mulheres, principalmente um vampiro tão charmoso e apaixonado como o Edward Cullen. As pessoas sonham com o amor eterno, com o parceiro ideal, cada um com a sua concepção de parceiro ideal, e saem caminhando pela vida afora em busca desse príncipe ou dessa princesa, ou embutindo nos pares que encontram as características desejadas, mas, na maioria das vezes, o despertar é doloroso! Então culpam-se mutuamente por um não ser o que o outro esperava, mesmo não o sendo desde o início.

O vampiro! Que mulher não desejaria um amor imortal, um amante que daria a sua "não-vida" por ela, que se sacrificasse sublimemente, que cuidasse, que fosse charmoso, que  fizesse  dela a sua vida, eternamente? Além de todas essas características, ainda há o fascínio pelo místico, pelo sobrenatural, pela metáfora de sugar o outro, viver do outro. Quem diria que um monstro das trevas, condenado à danação, daria um genro perfeito?


Projetar nossos ideais no outro faz parte do ato inconsciente de satisfazer nossos anseios mais profundos e enraizados pela cultura, vivência e experiência. Idealizamos de tal forma a pessoa por quem nos apaixonamos que algum mecanismo do diabo (ou de Deus) nos cega diante do verdadeiro ser que é o amado. Não pedimos permissão e nem perguntamos, apenas supomos e julgamos que aquele é o príncipe ou a princesa encantada, e que se danem as evidências!

Assistindo a um vídeo dos Beatles, vi como as mulheres se estrebuchavam,  agonizavam, desmaiavam pelos quatro garotos, por quê? Eles eram seus ídolos, seus ideais, famosos, bonitinhos, músicos, diferentes,  especiais! Seriam boa companhia no dia-dia? Dariam bons maridos? Não sabiam, mas sabiam que desejavam ter algum tipo de contato com aqueles "Deuses na terra", aqueles meninos que revolucionaram a história da música. Esse tipo de paixão cega está também entre os pobres e normais mortais, todos os santos dias.

O que fazer para não nos decepcionarmos, para fazermos boas escolhas?

Eu é que sei?

Não, não sei. Quem me dera se soubesse como é que se apaixona conscientemente, como é que se faz para não se enganar desde o início, para não idealizar demais. Quem me dera ver sempre a verdade, quem me dera amar logo a pessoa, e não a pessoa na pessoa.

7 comentários:

  1. Ola =D

    gostei muito do texto....só uma pergunta de homem: esta "febre" pelos vampiros disparou com o Lua Nova certo? isto porque imagino que as mulheres que tenham visto o Van Helsing não se tenham entusiasmado muito com o Victor....olha que, devo dizer que apesar de homem não tenho vergonha de admitir que reconheço que alguns homens são bastante interessantes (muitos homens não conseguem admitir isto XD), e até achei o Victor interessante, mas a personalidade...eu ia dizer que estava mais ligada com a de um "vampiro a sério", mas pensei melhor e de facto isto seria das coisas mais parvas que já disse :P

    para não nos decepcionarmos? isto faz-me lembrar a velha questão da gravidez e das DST's...método infalivel: abstinência....método que pode ajudar imenso: prevenção....
    a questão é...nem os padres põem a abstinência em prática hoje em dia -_-''
    e abster do amor é algo que joga numa liga bem superior ao abster de sexo, logo ninguém (além de mim =O) está a pensar ir por esse caminho..

    protecçao? a melhor forma de nos protegermos é, talvez dar tempo ao tempo, quando gostamos de alguém tentar conhecer essa pessoa ao máximo para evitar surpresas desagradáveis...mas isto acabaria por não ajudar muito porque as pessoas mudam...há segredos que nunca são revelados..
    contudo eu acredito que o universo é tão equilibrado que projectou alguém destinado a nós e há-de encaminhar essa pessoa para a nossa vida =)

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  2. já agora...ontem durante o almoço lembrei-me de ti...fui convidado por um amigo a ir a uma churrascada em casa dele....tinha imensas pessoas que eu não conhecia...esse meu amigo vai casar-se em Setembro, e dos presentes apenas um era casado e todos os outros namoravam, mas tinham todos mais de 30 anos...a mulher/namoradas não estavam lá..

    well, chegou-se a um ponto em que se começou a falar de casamentos....e um dos que namorava, com os 30 e tal anos, vira-se para o único casado, e diz algo do género: "epa...tu estás acabado..a sério, olha para ti...é por isso que eu me vou casar tarde pá..quando eu estiver casado à 5 anos, e ainda existe ali alguma paixão, tu já estás na fase de berrarem um com o outro dia e noite"....

    facto incostestável que reparei: o tal gajo casado, estava de facto um caco, em comparação aos outros...
    lembrei-me de ti e pensei: se a Lu estivesse cá seria capaz de fazer ver as coisas de outra maneira..tive mesmo pena por não estares lá ;)

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  3. Hahaha! Fez me rir com o caso dos vampiros, mas tenho que dizer que fico em dúvida entre os vampiros e os lobsomens.

    Queria acreditar ainda que existe alguém talhado pra nós, como acreditava em sua idade...Espero que o tempo não tire isso de vc. Mas o fato é que eu ainda sou uma boba romântica,apesar de tudo, fazer o quê?

    Fico feliz que tenha se lembrado de mim, gostaria mesmo de estar lá.Eu sou uma pessoa bem tímida e não gosto muito de opinar , mas quando o assunto é esse, eu não aguento ficar calada.:P

    Muitas pessoas, depois de se casarem, se descuidam mesmo, isso não é pelo casamento, mas pelo comodismo que vem da relação estável.Parece a morte em vida, se anulam, deixam de planejar, de sonhar, de querer se sentirem melhor, parece que a vida perde a cor. Não sei se um dia me casarei novamente, mas se acontecer, espero continuar sendo eu mesma, a pessoa que descobri e venho descobrindo a cada momento.

    Beijos!

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  4. gostei muuuuuito do texto....uma pergunta: seria mesmo os vampiros a dar o amor eterno, ou o parceiro ideal,.....???
    tudo bem,concordo quando você disse; "...Que mulher não desejaria um amor imortal, um amante que daria a sua "não-vida" por ela, que se sacrificasse sublimemente, que cuidasse, que fosse charmoso, que fizesse dela a sua vida, eternamente?"
    Eu respondo:
    Eu AMARIA,e nem precisava ser charmoso,bastaria ter coragem de enfrentar um "reino",como o Shurek enfrentou......rsrsrs....É,estamos acostumadas,[eu admito que estou acostumadissima]a ser a Fiona......
    Ah!Apaixonar-se conscientemente,seria matar a genuinidade do amor,....

    Bjs
    Ninha

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  5. Ahhhhhhhhhhhhhh!
    Muitas questões dentro desta...Será que a magia está no descobrir e redescobrir?
    Não sei, só sei que o que mata também nos faz viver.
    Bjs!

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  6. Projetamos demais o amor ideal e quanto mais fazemos isso, mais difícil fica de encontrar o que desejamos...

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  7. Tudo isso origina-se de carência afetiva profunda,não nos conhecemos o suficiente,achamos o contrário muitas vezes,mas o fato é que estamos buscando em vão,e por isso, pode-se perceber a margem crescente de pessoas correndo atrás de caracteres informes que dificilmente serão achados.Repito,é uma civilização à deriva,está tudo desvirtualizado nesse jogo estereotipadamente humano na menor acepção do termo....

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