quinta-feira, 20 de maio de 2010

O que não faz com que você seja amada


Não se iluda, ser legal com as pessoas não fará de você uma pessoa amada, ah, não! Você pode agradar a todos com os seus modos sempre alegres e espontâneos, pode fazer  com que as pessoas se sintam felizes e confortáveis em sua presença, mas isso não lhe garante o amor. 

Você é bonita? Todos com quem você conversa sempre tem esse elogio a lhe fazer? Tudo bem, mas a admiração por suas qualidades doadas por Deus também não fará de você uma pessoa amada...Pode fazer com que os outros gostem de lhe olhar e de admirar a sua beleza, pode fazer com que desejem possuir você ou os seus dotes divinos, mas, definitivamente, não é o bastante para que seja amada. 

Algumas pessoas costumam dizer que você é sexy? Que lástima! Ser sexy garante muitos elogios e salivas em cima de você, mas amor, lamento...


A honra foi qualidade muito valorosa em outros tempos, matar e morrer em nome dela era lindo e legítimo, mas o amor não florescia de lá. 

Ser caridosa atrai as pessoas e lhe dá uma boa imagem digna de uma santa, pode lhe oferecer uma vaga no paraíso, mas uma vaga em um coração, desista! 

Ser uma boa cozinheira irá lhe matar no fogão, lhe trará também alguns elogios, mas não um coração na bandeja. 

Boa mãe? Excelente, mas você não quer mais um filho!

Uma boa profissional? Quem vai ligar para isso, por favor, olhe o mundo onde vivemos! Seja realista! 

Não seja romântica, isso afastará ainda mais todos os supostos príncipes! 

Você é boa de cama? Sensacional, aproveite a vida com os vários parceiros que vierem à sua porta, ou os mesmos que não se esquecerão do fogaréu que irá lhes proporcionar, mas não espere deles algum tipo de amor que não seja carnal. 

Você tem todas essas qualidades? Parabéns, que legal! Você é uma super mulher! Pena que não será tão grande a ponto de conhecer o verdadeiro amor...

O que você precisa para ser amada?

domingo, 9 de maio de 2010

Como se ama hoje?



Não tenham preguiça de ler!

Aprendi nas aulas de literatura que esse amor idealizador e sofrido que ainda existe no mundo ocidental, surgiu junto com os escritos de Dante; Para ele o amor é um sentimento, um ser que atemoriza inicialmente, mas que nos leva a nos aperfeiçoar como seres humanos. É quase o amor platônico, o ser amado é idealizado, toma as características de algo sagrado, distante, e para o amador é melhor até que o ser amado esteja morto, para que se consiga atingir a perfeição. Portanto, tudo isso a que chamamos de amor foi criado, essa maneira de enxergarmos a relação entre as pessoas, o jeito de vivenciar as emoções. Mas algumas questões me fazem refletir sobre essas considerações...

As pessoas são naturalmente mais possessivas ou não, sendo possivelmente notada essa característica desde a mais tenra idade. É certo também que o meio, a permissividade , também contribuem para o desenvlovimento de uma característica passional, mas os sentimentos são naturais no ser-humano. Cada um quer ser único, cada um quer ser especial. As regras de bom-senso nos impedem de demosntrar todo o nosso egoísmo e egocentrismo, mas a verdade e que gostaríamos de sermos vistos e estimados de maneira superior aos demais. Mas o que está em questão aqui, pra variar em minhas reflexões, é a maneira de amar no mundo.Como amamos hoje?

Hoje, o que é claramente observável no Brasil, é que o amor foi subestimado, ou até mesmo execrado. As pessoas iniciam sua vida afetivo-sexual muito cedo, e a permissividade é enorme em todos os meios. Os pré-adolescentes já são liberados para todos esses sentimentos e contatos, e isso é tão fácil e rotativo, que o tempo e a variedade vão deixando as pessoas cada vez mais rasas. Essa maneira de se relacionar não se deu do nada, num repente, mas de um longo processo histórico de relações humanas. Anteriormente, a sexualidade no Brasil era tabu, assim como no resto do mundo,  mas a hipocrisia era maior que os preconceitos; aos homens, tudo era permitido e até incentivado em matéria sexual, às mulheres, os medos e pavores de se tornarem escória, caso os prazeres mundanos as viessem mordiscar os ouvidos, eram apregoados. A pureza era amplamente  iaconselhada em livretos religiosos, conselhos de mães e parentas, em jornais e até revistas femininas. O valor da mulher consistia em ser uma excelente dona de casa e em sua pureza virginal, retratada pela mãe de Jesus. Já aos meninos, as portas das meretrizes eram abertas na infância, e quem os conduziam eram  muitas vezes os seus pais ou outro amigo mais velho, a fim de que  estes provassem ser homens. Duas visões totalmente opostas sobre o sexo e o amor. Para os homens, sexo era um direito, um dever, um divertimento natural, para as mulheres, um pecado monstruoso, o pior de todos, coisa que os homens sempre queriam delas e que depois de conseguir, abandonavam-nas e elas se tornarvam um lixo a qual nenhum outro com boas intençoes se atreveria a desejar.

Essa maneira de tratar a sexualidade encontrou muitos antipatizantes pelo tempo, e que foram só aumentando com estudos sobre a importancia do sexo para o ser humano. A "frigidez" da  mulher, tão em moda nas décadas anteriores pode ser melhor compreendida, e graças à Deus esse nome foi inutilizado, por que ele colocava todo o peso da insatisfaçao e dos problemas sexuais apenas na mulher, como se ela fosse um ET, mal-formada, uma não-mulher. Essas mesmas mulheres passaram a se informar mais sobre seus direitos sexuais, e passaram a exigir, junto com os direitos civis e trabalhistas, igualdade sexual, direito de sentir prazer! Nessa liberação geral, muita coisa se ganhou, mas muitas se perderam.
A nossa TV, os jornais, as revistas, todos endossam a sexualidade livre e sem preconceitos, na verdade, até estimulam.Quantas vezes ligamos a TV e nos deparamos com "pegadinhas" de mulheres semi-nuas em horário impróprio? Que papel tem a mídia na formação dos valores, na contribuição para o desenvolvimento intelectual dos cidadãos, para uma conscientização do que é importante em nossas vidas?

Essa nova maneira de ver as relaçoes em nosso século está nos levando a adquirir um estilo de vida muito diferente de nossos pais. Além dessa  revolução sexual e mental, ou juntamente com ela, podemos perceber o quanto o mundo se acelerou tecnologicamente nesse curto período. Hoje as pessoas estão mais dinâmicas, precisam ser mais dinâmicas, os seus cérebros não param um minuto sequer! Sempre trabalhando, sempre estudando, nunca há tempo para se dedicar ao lazer, ao ócio.Como ficam as famílias nessa correria?

A pressa nos tornou individualistas. Para os japoneses o valor estava na honra, quando se era apreciado matar ou morrer por ela; hoje, o nosso valor estar em ter. Não precisamos ser bons, não precisamos ter ética, precisamos ter poder e bens. Na Índia, O bem mais precioso é a família, a família aqui perdeu a formação e a valorização. Por que uma pessoa se interessaria em formar uma família, onde terá gastos, preocupações, limitações e árduo atarefamento, se hoje as mulheres  são livres e fazem sexo com querm queiram, sem compromisso, sem culpa, e ainda por cima ganham o seu pão com o próprio suor? Por que um homem gostaria de lutar para manter um relacionamento, se tem a certeza de que no mundo há milhares de mulheres à disposição? Por que uma mulher se contentaria com um homem que não supre suas necessidades sentimentais e sexuais se pode escolher entre tantos?

O casamento, como estamos acostumados a ouvir atualmente, é uma instituição falida. As pessoas não se interessam pelo sacrifício enorme e desgastante que é o de manter um casamento, e realmente é muito sacrificante! O relacionamento entre pessoas é sempre muito dificil, ainda mais com o nivel de comprometimento e de cobranças que são exigidos pelo casamento.

Nossa geração vive nesse mundo novo, superficial. O amor mudou de cara, mudou de importância. As paixões são como fogo em palha, fortes mas o tempo breve põe fim nelas. Há tantas opções, e tão fáceis, que o prazer do aprofundamento nas relações não é apreciado, os prazeres imediatos são mais intensos e dão menos trabalho.

É assim que o amor está sendo  vivido aqui em nosso país. É certo que não é regra, mas é uma maneira geral de se viver. Muitas mulheres ainda sonham com aquele amor romântico, com o seu príncipe, com o grande amor de suas vidas, mas com o tempo e as decepções vão se tornando incrédulas e frias. Algumas vão procurar seus príncipes em outras regiões do mundo, onde a família ainda é valorizada e o casamento é visto como o acontecimento mais importante na vida de seus habitantes.Algumas tem sucesso, mas muitas apenas encontram mais decepções...

O que me intriga é saber como serão as famílias, as pessoas daqui há uns 50 anos...Será que haverá um bando de velhos infelizes e vazios, solitários dentro de seus apartamentos, sem netos, sem bagunça no domingo, apenas o controle remoto e o computador, onde se fazem passar por outros a fim de conseguirem alguma esmola de atenção? Em seus corações e memórias sobrariam apenas resquícios dos prazeres intensos que viveram, sem que haja ninguém para compartilhar, ninguém que realmente se importe. Esses velhinhos não terão um pé para lhes esquentar no frio, nem com quem comentar sobre aquela noite engraçada, sobre uma bebedeira de um parente, sobre uma lembrança triste, pois todos os que passaram em suas vidas foram também como o fogo na palha, intensos  mas breves. Saudades, talvez não haverá essa palavra em seus vocabulários, pois o desejo será o de possuir novamente a  juventude e poder saber o que os levaram para aquele caminho, não o de reviver momentos, ou de estar novamente com pessoas de seu passado.

O que tem valor na vida? Por que nos preocupamos tanto com as coisas e a maneira como a nossas vidas caminham, se amanhã não estaremos mais aqui,  nem com as coisas, nem com a vida? Por que temos preguiça de conhecer e de lutar pelas pessoas? Por que sempre estamos em busca de algo perfeito, se sabemos que a perfeição humana não existe? Busca inútil, perda de tempo!

As mudanças são necessárias, principalmente quando dizem respeito à inteireza das pessoas, considerando seu lado sexual e sentimental, mas não devemos perder o sentido de que vivemos com seres humanos e que esses são importantes, cada um individualmente e em conjunto, e que só nos sentiremos completos se valorizarmos as pessoas que estão mais próximas, se criarmos laços, se pudermos dedicar nosso tempo a elas e a nós mesmos. Não deveríamos ver as pessoas como peças disponíveis para o prazer, deveríamos selecionar os prazeres que nos são valiosos para uma completude. 

O amor de hoje, no ocidente, é assim... Apenas um ítem a mais, que pode ser deletado a qualquer momento, sem maiores sofrimentos, sem idealizações, sem culpa. Concordo que o amor não deva ser sofrimento, como idealizou Dante, mas o amor não deveria também ser artigo de papelaria, não deveria ser jogado para debaixo do armário ,deixando em seu lugar os prazeres rasos e a solidão.



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