sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tirem o meu coração


Tirem o meu coração estraçalhando o meu peito
Depois o pisoteiem e atirem-lhe alcool;
Deixem-no queimar até restar cinzas
E deitem os restos aos porcos! 

Tampem os meus ouvidos ingênuos
Não os deixem mais escutar!
Tirem  me o oxigênio
Pois já parei de respirar.

Espalhem os meus restos 
nos tapetes dos templos,
Ou nos campos funestos
dos cachorros sarnentos.

Por favor, me enterrem na escória
Depois plantem o mal capim,
Mas nunca deixem em minha memória 
Que mentiram para mim!

3 comentários:

  1. É algumas dores, são tão insuportaveis, que nada parece ser pior.
    Mas passa.
    Ainda bem que existe o tempo e se não esquecemos, ao menos sentimos um alívio das coisas passadas e mesmo que deixem um gosto ruim na boca, não matam mais.

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  2. Muito profundo este texto...a Imagem, está fantástica...um bocadinho psicótica, mas fantástica, adoro esse tipo de imagens, que dispensam bem as palavras para expressar o que se sente..

    é a autora destes poemas? caso seja, parabéns, tem um poder de escrita fantastico, e acima de tudo consegue transmitir muito bem o que sente...
    parabens

    cumps *

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  3. Sim, tudo o que tem no meu blog é de minha autoria, quando não, como no caso de Shakespare, eu coloco a referência. Obrigada, não sei se escrevo bem poemas, eles saem nos momentos em que mais preciso deles, só para descarregar a minha alma...
    Abraços!

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