segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eu fui uma boa menina

Papai Noel, este ano eu fui uma boa menina, mereço um presente? Já estou cansada de ganhar carvão, vê se capricha dessa vez!

"Eu pensei que todo o mundo fosse filho de Papai Noel
Bem assim felicidade, 
Eu pensei que fosse uma brincadeira de papel
Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem...
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem.
Papai Noel
Vê se você tem
A felicidade
Pra você me dar."
(musiquinha de natal)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Loucura



É estranho como as pessoas gostam de me chamar de doida, e o que mais me intriga é que até as pessoas mais malucas e que acabam de me conhecer, também me chamam de doida. Às vezes tenho medo de ser mesmo louca e não saber, por que os loucos nunca estão certos de sua loucura, por isso são o que são. Se essa dúvida e esse medo me acompanham, isso é um sinal de que ainda sou normal, apesar de também não saber o que isso realmente indique e qual é a linha que divide os que vivem no mundo real dos que vivem no imaginário.

Hoje observei uma mulher que, aos olhos da maioria, seria considerada maluquete. Ela conversava com uma recepcionista muito paciente e cuidadosa, que lhe ouvia e demonstrava real interesse, retrucando com perguntas sobre as maluquices faladas. Para mostrar como a conversa era interessante, colocarei aqui um pequeno monólogo:

_Eu cortei a cabeça do meu irmão, mas depois ela voltou pro lugar sozinha! É por causa do meu descontrole! Eu tinha comido o meu filho e depois ele saiu de mim, mas eu acho que ele não saiu não, por que não tinha como sair, né? Acho que foi formiga que saiu, um monte de formiga. A minha irmã virou lesma e o meu tio virou formiga. Eu matei a minha irmã, eles me chamaram pra ir no velório dela depois que eu saí do hospício, mas quando eu cheguei lá, tinha outra igualzinha ela. Sempre que eu ando pela rua, cai faca, cai cobra, tudo de dentro do meu corpo e vai em cima da cabeça dos outros, mas ai é só eu bater na cabeça deles que some tudo. Antes eu via faca e revólver e não acontecia nada, agora se eu vir faca e revólver, eu enfio nos outros, mas isso é por causa do meu descontrole...

Essa mulher não tem noção do que é  realidade e do que é delírio, mas ás vezes, todos nós confundimos essas fronteiras e nos perdemos em devaneios; viajamos, sonhamos, inventamos histórias, tudo isso deitados em nossas camas ou, hoje em dia, sentados diante de uma tela de computador. Quantas historias vivemos neste mundo de imagens e de informações que nos invadem e nos estagnam de certa maneira? Quantas pessoas viveram verdadeiras historias de amor e de tormento, sem sairem de suas cadeiras? Seria isso um tipo de loucura, ou não há como definir o que é real ou não, já que nós, seres humanos, vivemos de acordo e pelas nossas emoções, nossos desejos, nossas reflexões, e por isso somos diferentes dos outros seres? Talvez viver seja isso, pensar e agir. Pensamento e ação, uma coisa leva à outra. 

Há vários níveis de pensamentos e de sensações. Algumas pessoas conseguem se realizar fortemente no nível imaginário, outras preferem o concreto. Alguns querem viver neste mundo alternativo, onde lhes é mais familiar e agradável, outros não conseguem fugir deste mundo ilusório.

Será que hoje vivemos em Matrix? Sentados em frente ao computador, imaginando uma vida paralela, controlados e alimentando as máquinas, enquanto o mundo real nos parece frio e destruído. Será que estamos todos ficando loucos?

Não encontrei resposta... Tantas pessoas já foram castigadas, queimadas em fogueira, torturadas, levaram choques elétricos por terem sido consideradas loucas, por não estarem dentro das convenções, por não aceitarem as regras, por questionarem, por afirmarem que a terra era redonda e não era o centro do universo. Sou louca? Não sei, mas não me importo. Não me importo em expressar as minhas emoções, desde que sejam verdadeiras e não magoem as pessoas, não me importo em falar a verdade, se estas forem requisitadas e forem fazer o bem; não me importo em dançar na chuva e de gritar como Tarzan, se me der vontade; não me importo em  comer um grande sanduíche no meio da rua, se estiver com fome. Isso é ser louca? Se for, muito prazer, sou a "Doida"!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quanto tempo?

 
Quanto tempo é preciso
Para que os olhos se abram
E a luz possa entrar?

Quantos beijos são necessários
Para que a boca se canse
de nada além do que dar?

Quantas milhares de vezes
A mão precisa ser cortada
Para não mais acariciar?

Quantos passos serão dados
Até que os pés se gastem
e cansados, queiram voltar?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tango maravilhoso de Carlos Gardel (Por una cabeza)



Cena linda, tango lindo, emocionante, em "Perfume de mulher".



Não menos interessante, mas nao tão emocionante, em "True Lies", com  Arnold Schwarzenegger.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ternos braços


No ponto de ônibus, a moça parecia desolada, seus braços não se moviam, estavam parados, esticados entre as pernas, apenas em sua mente pareciam estar os movimentos de algo desolador. O rapaz estava visivelmente preocupado e a abraçava com grande carinho, acariciava o seu rosto na tentativa de transmitir-lhe segurança e paz. O homem era tão delicado e cuidadoso, tão terno e quente, que fez com que eu me sentisse abandonada... Desejei que eu pudesse ter um abraço como aquele quando os meus olhos chorassem, desejei que alguém se importasse comigo se eu ficasse triste. Lembrei-me que, das últimas vezes que eu chorei, não encontrei braços, apenas bocas que gargalhavam em cima de meu sofrimento. Quis chorar. Não chorei, só quis. Guardei a minha mágoa e os meus desejos dentro daquele lugar onde estão a esperança e a paciência. Sei que mereço um abraço, e um dia  ele vai curar as minhas lágrimas, ao menos por alguns doces momentos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Que amor é melhor?

Amor é matéria pra mais de quilômetro de papiro, pergaminho, papel, areia do mar ou onde quer que seja que se deseje versar ou explanar sobre o tema, e também de inesgotável conjecturas sem conclusões finais. Para quê se falar tanto sobre o amor, se amor nunca foi isso a que hoje nós do ocidente chamamos de amor, e as relações não são as mesmas em todos os lugares e entre todos os seres humanos? Isso, por si só, indica que "amor" é fruto de uma construção cultural que embala as necessidades básicas das pessoas. Em quais papéis estão embalados os nossos amores?

A verdade é que gente tem necessidades primárias como a de alimentação, mas há outras que carregamos desde o primeiro até o último dia:

_ Necessidade de proteção;
_ Necessidade de toque;
_ Necessidade de ser valorizado e admirado;
_ Necessidade de se sentir único e especial;
_ Necessidade de possuir poder sobre algo ou alguém.



O amor ocidental foi construído com base em conceitos católicos e misógenos, os quais colocavam as mulheres em papéis subalternos em relação aos dos homens, edificando a "pureza virginal" da mulher, sem a qual ela seria igualada às fezes dos esgotos, e dando ao homem a libertinagem e os prazeres mundanos, que nojento! Mas não é sobre o machismo que quero falar. O que importa é que esse amor romântico, melancólico e sofrido que assistimos nos filmes foi criado há pouco tempo em nossa cultura. Como sabemos, há culturas onde a poligamia é permitida, assim como há lugares em que as mulheres nunca se casam e recebem o homem que querem e quando querem, sendo líderes nesses lugares. Isso é errado? Por que seria, se todos conseguem viver harmoniosamente, dentro dos limites  dos relacionamentos entre pessoas totalmente diferentes?


Cada sociedade se relaciona de maneira diferente, e dentro dela nos adequamos. Devemos procurar viver da maneira e no lugar onde nos sintamos mais confortáveis,  em ambientes sociais que cultivem ideais com os quais nos identifiquemos melhor. 

Que tipo de amor é mais confiável? Existe uma resposta ideal?
Há culturas onde ainda se realizam casamentos arranjados, como na Índia. Para nós, casamento arranjado parece ser algo impensável e injusto, visto que vivemos em uma era totalmente egocêntrica e individualista. Por que as pessoas ainda fazem casamentos arranjados? Quais os motivos e as vantagens?

Primeiramente, os pais fazem uma árdua pesquisa a fim de encontrar um bom partido para os filhos, que seja desejável em todos os sentidos, tantos morais quanto financeiros. Muitos ainda se casam virgens e cultivam a ideologia do amor puro e único. A verdade é que isso também vem mudando por lá, considerando a invasão tecnológica e a expansão dos conhecimentos multi culturais, mas os antigos costumes ainda prevalecem. Aos nossos olhos isso parece violento e autoritário, mas para os jovens indianos essa é uma postura  normal e correta. 


Relação é construção. Talvez, se tivéssemos outras pessoas procurando por nós, encontrando pares compatíveis, longe de toda essa loucura irracional da paixão, e se nós estivéssemos dispostos a aceitarmos tais regras e a nos dedicarmos a uma pessoa, a uma família, talvez esse amor respeitoso e verdadeiro pudesse nascer desse casamento arranjado. Talvez uma pessoa escolhida pelos pais tenha mais valor do que outra que não fora...  São muitas variáveis nessas escolhas.

O fato é que o amor pode ser encarado de várias formas, até mesmo dentro da mesma cultura, dependendo das experiências de cada um e das expectativas em relação ao outro e à vida. Em todas as culturas ainda há pessoas que acreditam em amor eterno e há outras que não acreditam em amor, mas em necessidades, especialmente as sexuais. Há alguns que não respeitam a maneira de sentir e de viver do outro e brincam com os seus ideais, não respeitam e não se importam com o sofrimento causado. Isso nunca será amor.



O que é amor?

Não sei se realmente existe esse sentimento tão sublime e cheio de estrelinhas que constam nos romances e nos filmes indianos, mas também não precisa ser tão doloroso! 

Sim! Queremos algo do outro! Precisamos do outro! Isso não é errado e nem feio, isso é humano. Amor , então, deve ser troca, essa sim deve ser sublime! Seja no casamento arranjado, seja no namoro moderno da civilização ocidental, seja nos casamentos poligamicos mulçumanos, sempre deve haver a troca respeitosa e de comum acordo. Amor, então, deve ser respeito, carinho, verdade e compartilhamento.

Simples conclusão, difícil aplicação. Algumas vezes, uma necessidade se sobressai sobre a outra. daí nasce o conflito. Tempo e verdade, podem consertar um relacionamento, se todos estão dispostos a continuar.

Amor então é perseverança? Acho que também é. Seja em que contexto esteja, uma relação chamada de relação amorosa, deve ser regida pelo respeito, carinho, verdade, compartilhamento e perseverança.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um selinho para mim!

A maré de prêmios anda rondando a minha amiga blogueira Aline e pra mim, esse mês também foi de premiação! Primeiramente, ganhei um netbook num concurso de charges sobre assédio moral no local de trabalho, as quais fiz nos momentos vagos, em local de trabalho.  Quem promoveu o concurso foi o COMHUR (Comitê de Mediação e Humanização das Relações de Trabalho na UFOP). Participei com tres desenhos, os únicos classificados no concurso. Acho que a concorrência não foi muito grande, mas... Ei-los abaixo:




Depois ganhei um forno elétrico no bingo da festa do servidor público da minha cidade, confesso que ainda nem liguei pra ver se o "trem" funciona, mas o que importa é que ganhei!

Não ganhei no concurso de rdação da Fundação Assis Chateaubriand, nada é perfeito. Postarei aqui, em outra ocasião,  a minha redação sobre Carlos Drummond de Andrade, para que não seja totalmente desperdiçada.

Hoje ganhei um prêmio muito importante, mais um selo enviado pela minha amiga Aline Camargo. Veja as palavras dela sobre o meu humilde blog:





Mulher Alienígena: blog da Lu Ferreira, já falei sobre ela aqui. Inclusive faço questão de repetir o que disse com todas as letras: a Lu é mais uma pessoa especial que encontrei "por acaso" no meio bloguístico. Caí de para-quedas no blog dela, e espero nunca mais sair de lá!!! Essa mineirinha é um espetáculo. Super cabeça, escreve prá caramba. O blog dela é super despretencioso, e por isso mesmo surpreende. Ela não veio ao mundo bloguístico prá receber confete, só quer ter seu cantinho prá desabafar. E eu particularmente adoro blog assim... principalmente se são desabafos tão bem articulados... babei! Muita prosa e poesia, gente coisa é outra fina!


Uhuuu! Reconhecimento de parceiro é o melhor que há! Bem, há um regulamento para quem recebe esse selo, que é o seguinte:
                                           (Eu também não entendi o nome do prêmio, hehe.)
Sobre o selo: "foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.




Ao receber o prêmio, o blog deve também indicar outros blogs. Aos indicados, para que este incentivo não acabe, peço que sigam estas instruções:




1)Você deve exibir a imagem do selo em seu blog;
2) Você deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;
4) Avisar os escolhidos, claro!

Os meus eleitos são:

O blog da Aline é super interessante, lá podemos encontrar um pouco de tudo, poemas tirados do fundo do baú, letras e comentários sobre musica brasileira, desabafos, dicas, utilidades, e tudo com muito bom-humor e muito bem-elaborado. Inteligentes, inquietos, sensívelis e criativos, assim são o blog e sua blogueira. Adorei que ela tenha me encontrado, assim pude conhecê-la e admirá-la, cada vez mais.

Esse é o blog do Zé, um português de 19 anos, estudante de engenharia, cheio de sonhos e planos. O que eu gostei no blog dele e nele mesmo foram a inteligência e a grande sensibilidade demonstrados em seus textos e em sua personalidade, características pouco comuns para a idade. Questionador, perspicaz, observador, sempre há algo de interessante em suas palavras, ele também me achou, e mais uma vez agradeço pela sorte.
Acho que eu achei o Cosme em uma pesquisa sobre msn, não me lembro bem, mas gostei e fiquei. Outra pessoa especial, DJ, sensível e inteligente, sempre qustionando sobre questões que nos afligem nesses últimos tempos. Lá podemos encontrar poemas, dicas de músicas, links e muita coisa boa, com certeza!

Esse blog é novo nas paradas, é um blog de um amigo indiano, Supal Shah, que está começando no mundo blogueiro. Para quem gosta da cultura indiana,  de coisas exóticas, e sabe um pouquinho de inglês, ou saiba usar o "Google translator", é uma boa dica para aprender um pouco.  Supal é um jovem e sensível , curioso e inteligente, tem um grande futuro pela frente. Espero que dê continuidade ao seu blog.

Como deu pra perceber, o que não falta é gente sensível e inteligente  aqui, e precisa de mais?

Bem, é isso aí, minha gente! Ando meio sumida dos blogs alheios e até do meu próprio, fim de ano, de período, é osso! Estou maluquinha, ainda mais que normalmente sou. Mas em breve o meu tempo e a minha inspiração voltarão, assim espero.

Obrigada à minha premiadora!


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Qual é a minha turma?


Na minha memoria, o primeiro grupo a que pertenci foi o dos sem-grupo, pois quando entrei para a escola, simplesmente não falava, não me relacionava, tamanha era a minha timidez. Se algum professor me dirigisse a palavra eu quase desmaiava sem fôlego e preferia mil vezes que um raio caísse na minha cabeça do que ser notada. Essa minha timidez em relação a professores e à sala de aula ainda persiste, mas em grau bastante reduzido, graças à Deus.

O meu segundo grupo foi o dos mais quietos, humildes, feios e de alguma forma excluídos. Com eles eu me sentia mais confortável por que o meu complexo de inferioridade estava satisfeito e acalmado entre essas pessoas, Porém, pouca coisa era compartilhada além de nossas lamúrias.

Em algum momento da minha vida pensei fazer parte dos "Nerds", muitas pessoas também pensaram isso de mim, porém eu nunca fui tão aplicada e nunca passava horas estudando, e sempre detestei essas conversas muito filosóficas, a verdade é que sempre tive muita sorte nos estudos.

Desde muito nova tive inclinação para as artes, gostava de desenhar, de música, de fotografia, de vídeos, e de inventar mil coisas, porém, nunca fui capaz de me dedicar com afinco a nenhuma dessas atividades. Já na fase adulta, me embrenhei no mundo do teatro, confesso que foi onde me senti mais viva e onde pude me esquecer dos meus problemas e viver muitas vidas, foi mágico! Mas não tenho muito o perfil da maioria dos atores, que vivem de maneira liberal, sem amarras (com excessões, é claro), acho que essa não era a minha turma.

Uma vez na vida até pensei que fizesse parte da turma dos bagunceiros do fundão da sala, mas perder tempo não faz o meu tipo. Pensei que fosse fazer parte da turma dos educadores, mas tudo o que presenciei nas escolas me fizeram perder qualquer motivação e fé no ensino, ao menos no Ensino Fundamental e Médio do Brasil. Gostaria de fazer parte da turma dos estudiosos pesquisadores das Letras,  mas para mi é uma tortura ler e escrever sobre todo aquele corpus de léxico, semântica, Saussure, Chomsky, Gramática interativa,  e o escambal. 

Da turma de mães eu não consigo fazer parte, principalmente dessas mães que tem como única atividade, levar e buscar os filhos na escola, além de reparar as outras mães e falar de suas vidas ( não querendo aqui generalizar, pois existem mães de todas as qualidades).

O diacho é que também não me enquadro na turma dos quadrados, por que todas essas falsas moralidades e preconceitos não me agradam nem um pouco, e respeito todas as maneiras de viver, apesar de ter escolhido uma maneira mais "calma"  de vida.

Às vezes penso que nem sou da turma dos brasileiros, pois não gosto de Carnaval, não gosto de futebol e não gosto de ficar torrando ao sol.

Talvez eu faça parte  dos pirados, loucos, malucos do Bagú, sem-parafuso, doidos varridos, sem-noção, viajantes na maionese, sei lá...Ou talvez, fazer parte de todas e de nenhuma turma ao mesmo tempo seja a minha turma...

E você? Vá procurar a sua turma!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Embromation

Todos os dias eu abro a página do blog, mas não me vem nem a inspiração e nem as forças, então entro com a "embromation". Minha vida está uma bagunça, tudo atrasado, parece que estou caminhando pra lugar nenhum, Jesus!

Pra compensar, colocarei um poeminha famoso de Cecília Meireles que diz muito sobre o terror que a mulher enfrenta, as consequencias dos anos.



Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Como o Brasil ainda é visto


As músicas não são brasileiras, a violência é exagerada, muito preconceito, mas não culpo o mundo pela imagem que guarda do Brasil. Ainda hoje, na televisão, vemos a sexualidade sendo valorizada e incentivada, convivemos com esses valores desde os primeiros anos de nossas vidas. É vergonhoso o que ainda damos destaque em nosso país...

sábado, 16 de outubro de 2010


Só quero acordar na manhã chuvosa e saber que do meu lado há alguém que vai me olhar com olhos de novidade e que não enxergará as mazelas deixadas pela noite. 

Quero saber que esse alguém vai me esperar, mesmo que isso o irrite profundamente, e que ainda terá um sorriso quando eu chegar. 

Só quero ter a certeza de que a minha presença é muita bem-quista e que se eu me ausentar por grandes períodos, ele sentirá a minha falta. 

Quero ver em seus olhos que tenho um papel importante em sua vida e que a minha presença é indispensável para o seu bem-estar.

 Quero ter abraços bem ternos quando o meu peito dore e bem quentes, quando o meu corpo arder. Quero brigas respeitosas e verdades, mesmo que que dolorosas. 

Quero ter a certeza de que o desejo é de eternidade, mesmo sabendo que nada é eterno. 

Quero sentir a magia em meu mundo trágico.

Não quero riqueza material, apenas o conforto do aconchego. Quero ser especial no meu pequeno mundo feio.

Quero que me admirem e quero admirar, adorar, concordar. Quero também discordar muito, sem deixar de apreciar.

Quero um lenço para as lágrimas e uma risada na alegria...Quero um beijo terno na manhã e um beijo longo ao final do dia.

Quero algo tão natural que alguns ainda pensam ser milagre! Eu quero o que todos querem, apenas ser amada, de verdade.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Difícil


Difícil é abrir os olhos quando estão embotados de doce ilusão
E enxergar a luz quando a purpurina  desbotada caiu ao chão...
Dolorido é acordar o corpo enquanto este jazia em glória
E colocá-lo de pé, quando ele ainda teme a palmatória.

Dor maior é saber que a doce verdade se fez mentirosa
E lançar para longe todas as  pétalas das rosas.
Martírio infinito é perceber que já se notava,
Mas não se tirou logo a clava.

Dolorido pranto quando deve se acordar
E os doces sentidos ter que deixar!
Ver apenas o negrume da vida,
Tentando curar a ferida.

Rasgados ficam os trapos,
Salivas sem guardanapos.
Onde havia o calor
Agora só há
Dor.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Kama Sutra


O Kama Sutra, apesar de a maioria das pessoas imaginar  se tratar apenas de um manual de posições sexuais, é um livro que contem ensinamentos para a vida toda, em todos os aspectos. Compilados pelo sábio Vatsyayana dos antigos textos de tradição erótica (Kama Shastra) , o Kama Sutra e  suas teorias ainda nos inspiram nos dias de hoje.

Iniciei a leitura desta obra há pouco tempo e aqui deixarei algumas partes que julgarei interessantes sobre esta extraordinaria cultura indiana. 

Há no livro uma parte que fala sobre os diferentes tipos de amor, a saber:

1- Amor adquirido pelo hábito.
2-Amor resultante da imaginação.
3-Amor resultante da fé.
4-Amor resultante da percepção de objetos externos.

Quando vi estes tópicos imaginei coisas diferentes, mas me esqueci que os conceitos e o mundo daquele tempo eram totalmente diversos dos que temos hoje, então seguem as explicações:

1- Amor adquirido pelo hábito.
 O amor resultante da realização constante e continua do mesmo ato, como por exemplo o amor pelo ato sexual, o amor pela caçada, pela bebida, jogos de azar, etc.

2-Amor resultante da imaginação.
  O amor por coisas às quais nao estamos acostumados e que provém, inteiramente de idéias, como  por exemplo, o amor que alguns homens, mulheres e eunucos sentem pelo sexo oral ou por coisas como abraços e beijos.

3-Amor resultante da fé.
  O amor mútuo e comprovadamente verdadeiro, em que um tem consideração pelo outro como se fosse por si mesmo.

4-Amor resultante da percepção de objetos externos.
  O amor resultante por objetos externos é muito evidente e conhecido no mundo, por que o prazer que ele fornece é superior ao prazer dos outros tipos de amor, que existem para o seu proprio proposito.

Em seguida o livro nos fornece mais detalhes sobre a união sexual, como o abraço, beijos, mordiscagens, etc.

Penso então que o primeiro amor se trata do vício que adquirimos por quaisquer coisas que nos dêem prazer e pelas quais estamos habituados; O segundo amor me pareceu se tratar do amor platônico, quando idealizamos algo com o qual não temos contato direto ou nos contentamos com as "esmolas" como se fossem um banquete; O amor pela fé é lindo e concordo plenamente com o nome dado, o amor verdadeiro, diria; O amor resultante pelos abjetos externos ficou meio nublado em minha mente, mas penso se tratar do desejo sexual. Depois que ler o restante do livro poderei afirmar.

O que vejo é que, apesar das centenas de anos que se passaram, a questão do amor não mudou muito e sempre houve a preocupação com a categorização e a manutenção dessas relações advindas detais sentimentos. 

Espero terminar a leitura e espero que outros se sintam inspirados a se aventurarem nesse caminho das Indias e do amor.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sabedoria popular...


Todos sabem que eu me sinto uma alienígena, mas algumas vezes me sinto muito mais alienígena ainda, fico chocada com alguns fatos que presencio!

A minha irmã teve bebê no último dia 24, coisa mais linda,  paparicada e também cercada de cuidados e de superstições! Eu moro em uma cidade mineira onde ainda reinam os antigos costumes, conceitos, crendices e preconceitos, sei disso, mas às vezes me choco em perceber que as pessoas realmente acreditam  em coisas de séculos passados! Eu me lembrava de algumas mandingas e receitas do tempo em que tive os meus filhotes, mas ainda me assusto com as coisas que venho ouvindo. Exemplificarei a seguir.

Quando tive o meu promeiro filho eu ouvi coisas do tipo:

_ Para se saber se o bebê será menino ou menina, coloca-se a gávida para se sentar, sem que veja, em uma de duas cadeiras, uma com colher e outra com garfo; se se sentar na colher, será menina, no garfo, menino;
_  Quando a barriga da mãe fica redonda é sinal de que será menina, pontuda, menino;
_ Quando a mãe tem muita azia é sinal de que o menino será cabeludo;
_ Não se pode lavar a cabeça da criança todos os dias;
_ Não se pode cortar as unhas do bebê, tem que soprar ou cortar com os dentes;
_ Quando a criança soluçar, é só colocar um pedacinho de pelo de cobertor na testa com a saliva da mãe que é tiro e queda!
_ Não se pode deixar que ninguém veja o bebê no sétimo dia, pois este poderá pegar o "mal de sete dias", algo terrível!
_ Quando a dentição do bebê começar a aflorar, para evitar as dores, pendura-se uma semente (que agora não me lembro qual) em seu pescoço, e quando esta arrebentar, os dentes nascerão sem problemas.

Essas são algumas que ouvi. Visitando minha irmã, estávamos eu e mais quinhentas pessoas, dentre elas uma parenta supersticiosa; esta pegou o bebê e disse: _Nossa, ele está com sapinho, tem que passar uma chave de igreja na boquinha dele..._Mais tarde, como minha irmã se queixava de dores de cabeça: _Aqui não tem água benta? Vocês também não tem nada! 

O engraçado é que não são apenas os mais velhos que cultivam essas crenças, também uma amiga de menor idade aconselhou: _Não beba água dando de mamar, senão o bebê vai mamar só água!

Voltando para casa, um senhor, vizinho, lembrou-se de me dizer para aconselhar a minha irmã: _ Fala pra ela que a lua não pode ver a roupinha do bebê, por que senão ele vai ter dores de barriga terríveis por seis meses! Ela tem que pegar o menino e apresentar ele pra lua e falar  "lua, luar, toma esse menino pra você cuidar" ! Oh, você não sabia disso, não? É verdade mesmo!

Respeito a sabedoria pópular, mas fico sem reação quando ouço tais conselhos, não sei se rio, se choro, se agradeço, se digo Ah, que besteira, então faço uma cara de paisagem e digo, oh, não sabia... Como eu não creio em nada, ou quase nada, às vezes sinto-me irritada com as pessoas me empurrando suas superstições como se fossem verdades absolutas. Nesses momentos sinto que não pertenço a essa família, a essa comunidade, a essa cidade, sinto-me um verdadeiro ET que fala outra língua, tão absurda que as pessoas me olham escandalizadas.

Bem, eu sei também que nas horas do desespero podemos nos curvar à sabedoria popular, como na vez em que o meu filhote soluçava sem parar e eu me vi pregando um pelo de cobertor em sua testa...Isso prova que nos momentos de crise acreditamos em qualquer coisa e somos capazes de ir por todos os caminhos em busca de alguma solução...Mas tantas coisas sem explicação lógica ainda atormentam o meu cérebro!

Só para terminar, uma receita que retirei de um livro de simpatias:

Para curar picada de cobra cascavel:

Matar a cobra, retirar o coração e dar para a vítima comer (porém, deve-se tomar soro antiofídico).

Tanto trabalho para se capturar a cobra, correndo o perigo de ser a segunda vítima, matar o bichinho e ainda fazer com que o pobre coitado coma um coração de cobra cru, sendo que ele só precisaria tomar o soro...O editor do livretinho não quis correr o risco de apenas transcrever a simpatia... É cada uma!

sábado, 2 de outubro de 2010

Aniversário


O meu último aniversário, dia 30 de setembro, foi um dos mais inesquecíveis que tive até hoje...Na verdade, parei de comemorar aniversários há muito tempo, especialmente depois dos 30 anos. Para a mulher, a questão da idade é algo bastante delicado, mesmo ela sendo moderna, feminista e desligada, pois ainda vivemos em um mundo dominado pelos jovens e magros corpos. Como não se sentir excluída e rejeitada nesse universo?

Voltando ao assunto, o meu dia começou com um cantar de "Parabéns pra você" aos berros pelos meu caçula. Apesar do sono, adorei a iniciativa dele, seguida pelas felicitações do meu filho mais velho, os meus únicos e verdadeiros tesouros. Após mais uma tentativa de soneca, levantei-me para preparar o café e olhar o cachorro que estava doente, mas algo já me dizia que o pior iria acontecer... Ao chegar lá onde ele dormia, percebi que estava imóvel e soube que se fora. Fiquei super triste e preocupada com o que fazer com o corpo, por que aqui não há cemitério de animais ou coisa parecida; o que as pessoas costumam fazer é colocar os animais mortos no lixo. Bem, mesmo que eu quisesse agir dessa forma não daria certo, por que o meu cachorro era um boxer, nem caberia num saco de lixo e eu não me sentiria bem fazendo isso. Depois de ligar desesperada para a minha mãe, decidi,  já que não tinha ninguém pra me ajudar, a cavar um buraco no quintal e enterrá-lo. Não me sinto bem com um ser enterrado em casa, mas não tive escolha. O trabalho foi muito árduo e ainda me doem os músculos, apesar da ajuda do meu filho.
 Getúlio

Bem, cavado o buraco, que julgamos de tamanho suficiente (tomara), fomos buscar o cachorro. Foi algo terrível, por que eu tenho medo de seres mortos, não medo de assombração, fantasma, nada disso, é algo inexplicável! Eu me sinto muito mal em ver e principalmente em encostar num corpo sem vida,  frio Mesmo com sacolas plásticas nas mãos pude sentir a temperatura gelada do corpo do cachorro, isso foi muito incômodo. Tomei coragem e levamos o cachorro para o buraco. O meu filho mais novo fez uma cartinha e colocou no buraco junto com um pouco de ração canina. Foi triste ver o nosso amigo de 7 anos dentro daquele buraco, senti muita tristeza e vontade de chorar. Naquele momento ventou forte e me senti estranha.

Depois de enterrado, nos limpamos e fomos para os trabalhos de casa. 

À noite eu tinha prova de fonética, fui pegar o ônibus e um cara meio suspeito veio querendo vender um vale transporte abaixo do preço, desconfiei mas acabei pegando. Quando perguntei para o motorista do transporte irregular, que nos ajuda nos momentos de atraso, se o vale transporte tinha validade, a surpresa não muito surpreendente foi que o vale não estava mais corrente. Idiota! Ladrão excomungado! Que encontre a paga!

Bem, peguei novo dinheiro e fui para a aula. Quando cheguei lá fiquei sabendo que a prova não seria mais naquele dia, mas no dia seguinte, no caso, hoje. Isso ao menos foi uma boa noticia, tendo em vista  que eu não tinha estudado nada.

Apesar desses acontecimentos, foi um dia de reflexão pra mim... Um dia em que resolvi cuidar da minha vida e tentar colocar os pés no chão. Foi uma coisa difícil, triste, dolorida, mas necessária. Esse dia foi um dia não-ideal para um aniversário, mas foi um dia importante na minha vida. 

Descanse em paz, Gegê.

sábado, 25 de setembro de 2010

Não sou louca!


Algumas pessoa me chamam de louca, doida, maluca, pirada, lelé da cuca,  até eu mesma já cheguei a pensar nessa possibilidade por me achar tão perdida em certos momentos da vida. Tenho algumas características bastante irritantes, sobretudo para mim mesma, e isso sempre me deixou desanimada e intrigada. Mas eis que uma luz se abateu sobre os meus pensamentos!

Trabalhando em uma biblioteca tive contato com um livro que me esclareceu algumas dúvidas, esse livro era "Mentes inquietas" de Ana Beatriz Barbosa Silva. O livro trata sobre o Distúrbio do Deficit de Atenção (DDA), ou Transtorno de Deficit de tenção (TDA), e os sintomas descritos me fizeram ver que possivelmente eu tenho esse distúrbio.


No blog da minha amiga Aline Camargo, ela descreve os sintomas de quem tem  o TDA sem hiperatividade, um subtipo que geralmente acomete meninas. Eu os roubei  e os coloquei aqui, fazendo alguns comentários:


Infância

- na escola, são crianças quietas, tímidas e com dificuldades de socialização; (Não gosto nem de me lembrar dos meus primeiros anos de escola, e isso se estendeu até a adolescência)
- apresentam inteligência aguçada, porém têm problemas de rendimento por dificuldade de concentração; (Lua é o meu mundo)
- não concentram-se com facilidade nas aulas, às vezes não ouve o que o professor diz, perde-se em seus pensamentos; (Até hoje tenho que me esforçar e balançar os pensamentos que pousam na minha cabeça)
- têm dificuldades com algumas matérias específicas, principalmente as de exatas; ( Detesto, física, nunca aprendi)
- podem não querer ir à escola por se acharem incapazes; (Parei de estudar por duas vezes...)
- baixa auto-estima, sentem-se inferior aos colegas; (Sem comentários.)
- têm dificuldade de organizar trabalhos escolares; (Isso é normal)
- frequentemente perdem materiais escolares, livros, etc; (Perder, nem tanto, mas esquecer, hehe)
- esquecem de fazer deveres. (Ops!)

Idade adulta

- alterações de humor, alta irritabilidade (Confesso...)
- sentimentos intensos (Ô!)
- esquecimento de compromissos (Só de vez em quando...)
- constante perda de objetos (Algumas vezes, hehe)
- procrastinação (Sniff)
- dificuldade em ser pontual (Não espalha!)
- perdem-se em lugares conhecidos (Isso é verdade, não tem jeito)
- começam vários projetos ao mesmo tempo, não terminam nenhum (AHHHHHHHHHHHH!)
- dificuldade em concentrar-se em atividades que os desagradam, ou que os pressionam (SIM!)
- superconcentração em atividades que os agradam (SIM!)
- compulsividade, que pode traduzir-se em compulsão alimentar, vícios, etc. (Não sei...)
- depressão (Às vezes)
- dificuldades em manter-se em um mesmo emprego (Nem tanto)
- dificuldades em manter relacionamento estável (Hummm....)
- insegurança, que traduz-se em ciúme excessivo (Ahhhhhhh!)
- muitas ideias ao mesmo tempo, que tornam-se obssessões (Muitas idéias, obssessões, não sei...)

Acho que não tem jeito, tenho isso aí mesmo...

O bom é que, sabendo disso, temos como encontrar caminhos para podermos viver melhor e mais organizadamente. Estou tentando descobrir o meu jeito, e que Deus me ajude!

Isso é que é dançar!

Que beleza!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O último discurso



O último discurso
de “O Grande Ditador”
            Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
            Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
            O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.  A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
            A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
            Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
            Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
            É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
            Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pesquisas no Google



Coloquei no meu blog um contador de visitas e ele me diz como as pessoas o encontraram, além de outras coisinhas.

Vejam algumas frases que o povo pesquisa e que os fazem chegar até o meu blog:

características tia justina.  (Quem será essa tal de tia Justina?)

lu ferreira casamento.  (Epa, isso aí não é comigo, não!)

um filme que uma mulher alienigena beija e suga .  (Cruz credo, que gosto macabro!)

o que são jogos de amor?. (Isso aí já é mais interessante.)


jogo de mulher e alienijinas. (Não faço idéia do que queria encontrar.)

rosa vermelha.  (Cute)

3 alienígenas vampiros .  (Trash dos trashes.)

mulher mor jogos.  (Erro de digitação?)

levrita. (Hummm...)

jogo de amor mulher e homem.  (Interessante.)

fala de alienigila no telefone com uma melher. (Eu, heim!)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mar distante



Mesmo que as ondas nao queiram molhar-te
Cismas em continuar na pedra
A olhar,
A vislumbrar...
E mesmo que estejas limpa e perfumada,
Em ti veem as grossas e negras
Crostas
que jazem.
De tanto lavares as delicadas mãos,
De teus finos e cansados dedos
O sangue 
Escorre.
Nunca ficarás limpa o bastante,
Nunca, no mar imenso entrarás, pare,
Que nada mais
Corre.

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