quinta-feira, 30 de abril de 2009

Por falta de algo melhor...


Ingredientes


1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de margarina sem sal
7
colheres de sopa de Nescau ou 4 colheres de sopa de chocolate em pó
chocolate granulado para fazer bolinhas


Modo de Preparo


Coloque em uma panela funda o leite condensado, a margarina e o chocolate em pó.
Cozinhe em fogo médio e mexa sem parar com uma colher de pau.
Cozinhe até que o brigadeiro comece a desgrudar da panela.
Deixe esfriar bem, então unte as mãos com margarina,
faça as bolinhas e envolva-as em chocolate granulado.


Receita retirada em:
Receitinhas.com.br

domingo, 26 de abril de 2009

Eu

Esses versinhos são antigos, mas ainda servem bem.

Aquela mulher!

Aquela que luta,
Aquela que sofre e chora;
Aquela que espera,
Aquela que guarda,
Aquela que cora...
Sou justamente aquela que ama e odeia.
Sou aquela mulher que não é tão feia....
Alegre, simpática, atenciosa,
Tímida, melancólica, silenciosa.
Sou mãe, amiga,

Filha, companheira.
Sou uma mulher,
A MULHER,
Se assim o queira.

sábado, 18 de abril de 2009

Tudo!


Há uma força no universo, uma força grandiosa que liga tudo, que une, que faz interagir, que complementa. Alguns chamam essa força de Deus, não importando a forma assumida pelo ser considerado como tal. Essa força tem o poder maior de integração e interação de toda a existência.
Nosso universo, com todo o seu mistério, os seus mundos, as suas galáxias, as suas dimensões e planos, com toda a sua matéria e anti-matéria, isso tudo que não sabemos se tem fim, é formado por uma coisa só: energia.


Energia...Conceito difícil de se compreender até mesmo nas aulas de física (ou principalmente), e usado por muitas outras áreas, como no teatro e no ocultismo; creio que na verdade, essa energia toda também seja uma só! Quando um ator está em cena e faz-se de morto, ele está morto em cena, mas a sua cena não está, pois em seu corpo há a energia pulsando, ele está em alerta, e a qualquer momento, a personagem poderá criar vida novamente e sair dançando.Se o ator não tem essa energia, essa força dentro dele, nada tem graça, tudo se esvai.


Energia é vida! Tudo no universo é feito da mesma coisa, todos somos feitos de átomos e seus componentes, e dentro dele está a energia, capaz de produzir uma bomba devastadora.Portanto, tudo é feito da mesma força, tudo está ligado por algo, uma força maior.Deus?


Como foi dito em "O segredo", mas não totalmente como, não há força maior e maior energia despendida que a dos nossos pensamentos!Os pensamentos não são feitos de átomos, mas nós somos, e os nossos pensamentos produzem energias que movem o nosso corpo, as nossas vidas, o nosso universo. Se tudo é um só, o nosso pensamento influencia em tudo!


Como diria Gregório de Matos, nesse trecho de seu poema O todo sem a parte não é todo:



O todo sem a parte não é todo,

A parte sem o todo não é parte,

Mas se a parte o faz todo, sendo parte,

Não se diga, que é parte, sendo todo.


Cada um de nós faz parte de um todo, cada um é tudo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Moscas reflexivas


O corpo tomba, embora as pernas continuem rijas, e a cabeça não é mais capaz de suportar o seu próprio peso, que aumenta a cada segundo. Dentro dela esvoaçam meditações cansadas e cansativas, sem pé nem cabeça e que nunca aterriçam em lugar algum. Estas nascem em um local onde as dúvidas se fazem, e morrem onde as certezas se esvaem...Gostam de atormentar os desavisados, adoram zumbir em seus ouvidos. Não deixam ninguém dormir em paz!


Que alívio seria espantá-las para o além, onde não mais fariam ninguém chorar diante das constatações mais óbvias! Por que elas insistem em nos fazer ver o dia ofuscante até que a luz nos cegue para o conforto da dúvida?


Que triste é a verdade... Que triste é o mundo real! Ele nos traz sentimentos infinitamente inferiores aos que desejamos cultivar, ele é áspero demais para os nossos joelhos, e nele, temos que rastejar!


Oh, alma cansada! Levanta a sua cabeça pesada, saia da cama em que se deitou! Estique o seu corpo fatigado e vá para mais uma luta, que a vida não tocará o segundo sinal e não lhe dará os 15 minutos de tolerância! Estale os seus ossos enferrujados e ponha-os para trabalhar novamente!


Levantem-me! Ergam-me das pedras e ponham-me novamente em meu caminho! Espantem as moscas reflexivas de minha mente, ofusquem essa luz brilhante dos meus olhos e deixem-me viver no marasmo das minhas certezas tolas.




domingo, 12 de abril de 2009

Copia e cola

Li este texto no Blog da Adélia, e fui obrigada a roubar. Classificado bem classificado:
PROCURA-SE UM AMOR ATIVO

Publicou nos classificados o seguinte anúncio:



PROCURA-SE UM AMOR ATIVO

"Tive na vida dois grandes amores:
O primeiro lembrava de mim todos os dias.
O segundo pensava em mim todos os segundos da sua vida.
2 amores passivos: pensar, lembrar...
BASTA!
Quero um amor ativo como Orfeu, capaz de ir ao inferno buscar sua amada, mas incapaz de negar-lhe um olhar, mesmo que esse fosse a perdição de ambos.
Mas não temam. Eu careço bem menos. Para mim basta um amor que ligue, escreva, apareça. Alguém zeloso em me lembrar do seu amor, bastaria para me petrificar apaixonada.”



Anos depois ainda passava as manhãs lendo e relendo o anúncio.
Ninguém ligou.
Ninguém escreveu.
Ninguém apareceu.
O terceiro amor nunca chegara...
Mas ela tinha certeza de que seu procurado amor, em algum lugar, também lia e relia todos os dias o anúncio, pensava nela, lembrava suas palavras e saudoso do que ainda desconhecia esperava, apenas esperava, inerte na sua passividade...

Adélia Carvalho

sábado, 11 de abril de 2009

Copia e cola

Mania De Você

(
Rita Lee)

Meu bem você me dá
Água na boca
Vestindo fantasias, tirando a roupa
Molhada de suor
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar loucuras
A gente faz amor por telepatia
No chão, no mar, na lua, na melodia
Mania de você
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar loucuras
Nada melhor do que não fazer nada
Só pra deitar e rolar com você

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Menino feio

Nasceu fraquinho, parecia mais com as múmias encontradas no Antigo Egito, pele seca, enrugada e osso. Os olhos eram esbugalhados e as orelhas de abano, os cabelos muito crespos e russos. O pequeno renegado não teve a sorte de possuir nenhum dos atributos típicos dos bebês, não tinha a beleza, a graça e nem a fofura, tudo o que concede a estes as atenções necessárias. A única característica que lhe restara fora a fragilidade física e psicológica.

Sua infância não foi fácil, como era de se esperar desde que suas faces saíram de dentro de sua mãe. Na escola, era a grande vítima dos engraçadinhos populares, que sempre davam um jeito para que o nome dele entrasse em alguma notícia de última hora:

_Ah, é, gente, encontraram um novo parente do Alexis lá no México, vocês viram ontem no jornal? Uma múmia muito bem conservada!

_Nossa, aquele acidente ontem com o avião, hein! Se o Alexis estivesse lá com as suas super-orelhas-de-abano, isso não teria acontecido!

_E o vendaval da semana passada? Encontraram o Alexis num varal lá no alto do morro!

O início foi calejante para o pobre menino, mas ele chegou a se acostumar em ser sempre os centros das notícias e das chacotas. Ele já sabia de ante-mão o que os alunos iriam usar para insultá-lo no dia seguinte, vivia ligado nos noticiários. Ao ouvir alguma palavra que remetesse à feiúra, magreza, orelhas, olhos e cabelos, já tomava para si as insinuações. O mundo conspirava contra ele.

Não tinha amigos, não jogava bola, não participava de bate-papos, discussões, não andava de bicicleta, não fazia nada que os outros faziam,o seu mundo se resumia nele e em sua feiúra. E a sua feiúra se transformou em fantasmas muito maiores de acordo com o passar dos tempos; Ele se tornou um ser totalmente recluso, tinha medo de se expor, medo dos xingamentos, dos julgamentos, dos olhares, dos apontamentos, o que acabou influenciando em sua vida social, ele não tinha isso.

O Menino Feio já tinha 40 anos e nunca tivera um relacionamento duradouro. Os seus medos sempre se sobrepunham a tudo; Em primeiro lugar estavam sempre as sua dúvidas.Uma barreira tinha sido criada diante dele, separando-o de todos os outros seres humanos. Ele não se sentia capaz de despertar um interesse verdadeiro em alguém, pois lá no fundo, os meninos estavam gritando: _Você é feio, Você tem orelhas de abano, ninguém gosta de você, você é incompetente! Ninguém nunca irá amar você de verdade!_As vozes moravam lá, nunca cessavam...

Muitas foram as que tentaram se aproximar do menino, que já nem era tão feio, mas era amargo e misterioso. Sempre de olhos baixos e poucas palavras. Nenhuma delas, porém, tinha conseguido atingir o seu interior, ele não permita, não queria sofrer de novo deixando que caçoassem de suas fraquezas. Ele nunca mais seria alvo de chacotas! E nunca mais tentaria viver intensamente, como quando acreditou nas palavras dos colegas ao dizerem, que a menina mais linda da escola estaria interessada por ele.Foi o pior dia de sua vida, aquele em que a menina pegou o bilhetinho escrito com tanto carinho, tanto tempo de elaboração e ornamentação, riu-se a valer, e simplesmente o rasgou bem na sua frente, chamando-o de ridículo. Que dor mais terrível se poderia sentir!

Nunca mais se ririam dele! E nem ele riria também.Melhor viver na calma de sua solidão que sofrer tamanhas humilhações.

O menino morreu velho, feio e solitário...Nunca mais viveu grandes provações, mas as poucas e pequenas lhe martirizariam o suficiente. Ele não sabia qual era a dor e o prazer de se entregar, e achava que não queria mais saber como era se perder depois de se achar. Ele não entendia o sentido de tudo, e finalmente estava feliz, ele iria abandonar o mundo, não precisaria mais ter que lutar para viver entre as outras pessoas, que existiam apenas para lhe causar sofrimento e dor.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Copia e cola

MOTIVO

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto.
E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Cecília Meireles


RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

Cecília Meireles

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Coisada

Papel molhado, barbante esticado,
Pão mofado, pé quebrado,
Cabelo embaraçado, café entornado,
Carro atrasado, óleo derramado...

Minuto perdido, dinheiro esquecido,
Cheiro ardido, queijo fedido,
suco aquecido, corpo moído,
Short puído, caminho sofrido...

Lua fechada, garrucha armada,
Fim de toada, roupa encharcada,
Luz apagada, mão suada,
Triste madrugada e mais nada.

sábado, 4 de abril de 2009

Dia Choroso


O dia chorou muito,
Grossas e fortes lágrimas
Se derramaram...
Parecia triste,
Espalhando as suas lástimas
Que não falavam.

Lágrimas tantas,
Na verdade,
Anunciavam
Que as almas
Aos poucos,
Se libertavam.

Repentinamente,
O dia sorriu
E mostrou-se alegre,
Diferente,
Juvenil!

A consciência,
Estranhamante,
Se esvaiu!
O que era imaginário.
Naquela hora
Existiu.

De repente,
Não mais que de repente,
O dia mudou de cor!
De cinza, passou a vermelho,
Mudou também o sabor.

Estranho dia choroso
Que não deixa a gente saber
Se o que passou é verdade
Ou se epenas desejamos ser.


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Copia e cola

Uma das cenas mais lindas que eu já assisti, Jesus atormentado com a chegada da sua morte, no filme Jesus Christ Super Star. Até este homem teve os seu medos, as suas dúvida, a sua revolta.
EU APENAS QUERIA DIZER (GETSEMANE)
Tradução
Eu apenas quero dizer que
Se existir uma saída
Afaste este cálice de mim
Porque eu não quero saborear esse veneno
Sentir isso me queimando
Eu mudei,
Eu não tenho tanta certeza
Como quando começamos,
Naquele tempo eu estava inspirado
Agora
Estou triste e cansado
Ouça
Com certeza eu excedi as expectativas
Tentei por três anos,
Pareceram trinta
Você poderia pedir tanto assim
De qualquer outro homem?
Mas, se eu morrer,
Vejo o destino se cumprir
Fazer as coisas que você me pede
Deixá-los me odiar, me bater, me machucar
Pregar-me no madeiro
Eu queria saber,eu queria saber meu Deus
Eu queria saber,eu queria saber meu Deus
Eu queria ver,eu queria ver meu Deus
Eu queria ver,eu queria ver meu Deus
Por que eu
Devo morrer
Eu seria mais notadodo do que já fui antes?
As coisas que falei e fiz
Teriam mais importância?
Eu teria que saber,teria que saber meu Deus
Eu teria que saber,teria que saber meu Deus
Eu queria ver,eu queria ver meu Deus
Eu queria ver,eu queria ver meu Deus
Se eu morrer o que será minha recompensa?
Se eu morrer o que seráminha recompensa?
Eu teria que saber,teria que saber meu Deus
Eu teria que saber,teria que saber meu Deus
Por que
Por que eu devo morrer?
Oh, por que eu devo morrer?
Você pode me mostrar agora
Que eu não seria morto em vão?
Mostre-me apenas um pouco
Da sua mente onipresente
Mostre-me que há uma razão para
Você querer que eu morra
Você está muito ansioso sobre o onde e como
E não muito entusiasmado do por que
Tudo bem!Eu morrerei.Oh, Oh
Me veja morrer!
Veja como
Veja como eu morro!
Oh-h-hVeja-me morrendo!
Naquela época
Estava inspirado,
Agora,
Estou triste e cansado
Afinal
Eu tentei por três anos
Parecem noventa.
Por que então eu tenho medo de terminar
O que eu iniciei?
O que Você iniciou.
Eu não iniciei isso
Deus
Sua vontade é dura,
Mas
Você segura todas as cartas na mão
Eu beberei
Seu cálice de veneno
Pregue-me em sua cruz
E quebre-me
Sangre-me,
Bata-me, mate-me,
Leve-me agora
Antes que eu mude de idéia.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pote de ouro



A Van seguia o seu curso e já entrava em Rodrigo Silva, quando avistamos o arco-íris naquele céu metade negro e metade radiante. A professora de educação física me disse em seu habitual e estranho bom-humor matutino:

_Aí, Lu, vai lá pegar o pote de ouro no fim do arco-íris, ele acaba alí, no mato!

Eu respondi, achando graça:

_Vou pegar, mas é carrapato!

_Há, há, há! Você vai pegar um pote de carrapato!

A piadinha me fez acordar da minha letargia matutina, também habitual. Fiquei pensando em como as pessoas podem ser tão diferentes, como cada ser pode se relacionar e enxergar as mesmas coisas de maneiras tão distanciadas.

Depois do trabalho, fui até o banco para pagar as minhas contas, também habituais de início de mês, e quando voltei, parei na porta do cinema, onde habitualmente se estaciona um vendedor de livros bem peculiar. Essa figura é muito interessante, como muitas outras que encontramos pelas ruas de Ouro Preto. O homem se locomove com a ajuda de uma bengala, e muitas vezes se perde em viagens proporcionadas pela literatura e pelo álcool. Usa um óculos estilo fundo de garrafa e possui uma fala arrastada, o que não lhe impede de ser bastante eloquente. Sempre me trata por senhorita, e gosta de filosofar com todos os que param para observar os exemplares. Passei , dei-lhe um sorriso e fiquei a analisar os livros. O homem, com o seu chapéu de palha, disse-me:

_A senhorita sempre de bom-humor, sempre sorridente! Está todo o mundo de cara fechada, preocupado com a crise, e a senhorita sorrindo...

Isso me fez parar para pensar pela segunda vez sobre como encaramos a vida.Fiquei feliz em ver que transmito essa imagem, a de bom-humor. Na verdade, mesmo estando pisoteada, procuro transmitir sempre o melhor de mim. Cansei-me de ser taciturna, quero que se sintam bem com a minha presença. Mesmo que eu esteja, habitualmente, em silêncio.

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