domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sorte


Sorte...

Procuro uma resposta para justificar todos os acontecimentos que se desenrolam em minha vida, desde onde a minha memória é capaz de chegar, mas não sei se sou capaz de formular uma definição para os fatores que contribuem para o sucesso, a felicidade ou para os desastres que ocorrem em minha existência...

Considerando-me uma pessoa cética e que há muito teima em não aceitar justificativas baseadas em superstições, crenças sem fundamentos, costumes e "achismos", agora, por falta de explicações ou impelida pelos meus mais primitivos costumes, me vejo obrigada a levar em consideração algumas teorias populares, até mesmo por falta de outra melhor. Como posso explicar uma sequencia de acontecimentos estranhos que me vêm ocorrendo ultimamente?Bem, talvez "O Segredo " explique, talvez eu esteja atraindo certas "coisas" com a força do meu pensamento, mesmo que inconscientemete.

Na última quinta-feira me aconteceu algo muito estranho... Depois de um outro fato ocorrido, também muito estranho e que acho conveniente não comentar aqui, sentei-me na cadeira da escola e após fazer o nome do pai me benzendo pelo ocorrido anteriormente, as duas pernas traseiras da cadeira se quebraram e eu fiquei estatelada no chão. Se eu não estivesse perto da parede, poderia ter me machucado feio! Algumas pessoas disseram que era pra eu me benzer, que isso poderia ser um sinal, e que era pra eu tomar cuidado.

Hoje, eu estava sentada na beirada da mesa de centro da sala e a porcaria quebrou! Bem, tentei não ficar muito chateada, continuei a minha jornada pelo mundo das vassouras e dos paninhos. À noite, a TV estava ligada e estávamos ouvindo uma música quando a danada fez um barulho enorme e começou a sair fumaça de todos os seus buracos! Levei um grande susto, e fiquei chateada, ficar sem TV é osso! Felizmente tenho outra que está na casa da minha mãe.

Sendo uma pessoa sensata como sou, a primeira frase que me veio, foi:"_Será que estou com alguma urucubaca?" Jesus, apague a luz! Não, me recuso!

Por outro lado, aconteceram algumas coincidências boas, que iluminaram um pouco a minha existência. Isso me faz acreditar que momentos são para serem vividos, e sorte ou azar, ou seja lá do que chamem, estão nos acompanhando e nos aconselhando a todo o momento. A vida nunca correrá da mesma forma sempre, as portas e janelas nunca estarão todas abertas ou todas fechadas. Momentos são momentos e só. Mesmo assim, espero que essa fase passe logo, e que os bons momentos voltem a sorrir para mim.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Doces lembranças


Eu só pedi a Deus que alguém me acordasse com um leve beijo em uma manhã acinzentada, e que sorrindo, me olhasse com ternos olhos de quem admira o que vê, sem dúvidas e sem temores. Pedi a Deus que me guiasse, que o meu caminho não fosse tão árido, tão seco, tão sombrio...Eu sonhei em ser alguém melhor, e assim vivo, tentando ser sempre superior ao que fui ontem. Sonhei que teria recompensas se a todos tratasse com respeito e amor fraterno, se sempre lhes recebesse com um sorriso, e sempre lhes oferecesse a mão.


Quando menina, meus olhos enxergavam tão longe, longe até demais para as possibilidades! Eles viam doces lembranças do futuro, e serenas saudades do impossível. O mundo que viam era colorido por tons berrantes de euforia e de felicidade; outras vezes eram pasteis, de ternura incondicional...


Mas, ei, que chego no mundo avistado! E que cores vejo...Tristes cores desbotadas de tanto serem aguardadas, cores acinzentadas, e muitas vezes, completamente negras, como as asas de um morcego gigante sombreando as nossas cabeças! Esse morcego é horrível e cruel, suga o nosso sangue até ficarmos desbotados como as cores que nos aguardavam...


O que encontrei hoje? Não tenho olhos serenos a me observar com admiração, tenho olhos de um urubu que quer comer a minha carne, antes mesmo que eu morra! Os urubus me rodeiam com sua dança hipnótica, me enganam, me levam para o buraco do precípicio! E eu, várias vezes, senti as bicadas dessas aves famintas, mas a visão do passado me impelia a continuar crendo... E eu sempre acreditava.


Os urubus continuam arrancando os meus pedaços, continuam me levando para o penhasco, e todos os dias eu caio, e depois escalo as suas paredes de volta. A minha natureza é continuar acreditando que encontrarei uma Fênix, que me ensinará a renascer das cinzas e me trará, finalmente, paz...

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