quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Brilhar




As necessidades humanas são sempre as mesmas, desde que nascemos.Quando viemos ao mundo, precisamos obviamente de alguém que nos alimente e proteja, essas são as nossas primeiras carências.Nascemos com uma aparência cativante, frágil, o que nos ajuda a nos relacionarmos de maneira a conseguirmos exatamente o que nos é necessário, o alimento, a proteção e o carinho.




Os anos vão se seguindo e nossas necessidades básicas mudam, vão sendo criadas a cada dia, combinando com o que nos é externamente sugerido, imposto.A verdade é que , como disse Freud, sempre teremos a sensação de que nos falta algo, nunca estaremos satisfeitos com a nossa condição enquanto Ser.Desejamos ser sempre mais e ter sempre mais.Desejamos chegar àquele lugar onde as estrelas brilham, onde tudo é mais colorido, mais glamouroso.Queremos sempre ser a Grande Estrela, ser admirados, ter nosso trabalho reconhecido, nos destacar entre os comuns, os humildes.Esse é um desejo humano, não há como negar.




Mas e o que seria das grandes estrelas se não fossem os coadjuvantes??O que seria dos Beatles se não existissem Ringo e George???


Cada um com sua genialidade e com a sua valiosíssima contribuição possibilitaram a grande criação da música de todos os tempos.Um pouco mais escondidos e apagados que as grandes estrelas, menos assediados, talvez, mas nunca menos importantes para a unidade do maior grupo que já existiu.


John Deacon, com sua timidez e seu baixo também não foi insignificante, ao contrário, criou canções famosíssimas e muito importantes para o Queen, como Another one bites the dust.


Todos podem ver através de imagens antigas que ambos os participantes dos dois grupos sentiam prazer e se divertiam enquanto estavam trabalhando, e isso faz a diferença para os que se tornam grandes, essa é a chave do carisma, eles eram veradeiros.


John Lennon, Paul , Freddie Mercury, Brian e Roger brilhavam mais, mas nunca foram mais importantes que as outras partes do grupo.





quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Cadê o meu sapo???


Como as mulheres ainda são tolinhas, esperando por seus lindos príncipes de olhos azuis, que vão carregá-las no colo, colocá-las em seus cavalos brancos, levá-las para o castelo, cuidar delas, sustentá-las, dar amor e carinho eternos....Pena que nos contos de fadas não aparece o "Day after".Esqueceram de contar para as meninas que os príncipes são arrogantes e têm um reino para governar, não sobrará nenhum tempo para elas.Elas ficarão esperando passivamente que eles voltem de suas viagens diplomáticas ou da guerra, pronta para serví-los de todas as maneiras, para que eles se esqueçam de suas frustrações e de que eles não são Deuses na terra, como teimam em pensar.Essa menina vai passar a sua vida inteirinha submetida, sendo obrigada a sorrir sem ter vontade, a servir sem questionar, a ser uma princesa ideal.
Quero amar um sapo!!!Quero encontrar um sapinho que não chame muita atenção inicialmente, que seja como todos os da sua espécie, ciente de seu lugar no planeta e no brejo.um sapo que colabore com a sociedade anfíbia, que cumpra com o seu papel dentro desta.Um sapo que saiba dar valor ao seu cotidiano, às pequenas coisas, à sua vida tão curta;Que saiba engolir algumas moscas, mas que dê os seus pulos quando precisar.Quero um sapo que saiba cantar à luz da lua, que fique atento à natureza;Um sapo que se sobreponha gentilmente, que me envolva com sua sutileza.Um sapo que dentro da escuridão possa ser beijado e ser transformado num verdadeiro príncipe, um príncipe de carne e osso, que se revele quando preciso, e que faça serenatas ao luar...

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Busca

Dias são tão longos,

Noites, tão curtas...

Anos duram segundos,

Nada se vê, nada se escuta.


Calor, reconforto, laço,

Procura, sempre procura!

Beijos,olhos, abraços,

Luz pela fenda escura.


ítens variados à mostra

Degustação a Bel prazer

Fartura, facilidade, crosta

que cresce sem se perceber.


Casca dura, inquebrável

sepulcro da sutileza

sentimento alienável

existência de pobreza!




terça-feira, 31 de julho de 2007

Mundo globalizado...Relações globalizadas?

O que se vê hoje em dia, é a efemeridade das relações pessoais, principalmente das relações amorosas.Em tempos passados, mas nem tão passados, as pessoas viviam num mundo extremamente limitado,muitos nasciam e morriam sem sair de suas minúsculas cidades, com raras excessões de filhos de famílias mais abastadas que tinham a oportunidade de irem estudar fora do país, o que demorava quase uma vida.O desejo das moças era encontrar um bom marido, a quem pudesse amar e de quem pudesse esperar o sustento.O respeito, nem tanto.Os rapazes procuravam a esposa perfeita, totalmente fiel e domesticada, submissa até a morte, em quem pudesse confiar enquanto rodavam pelas estradas da vida;Uma mulher que pudesse cuidar deles como se fossem crianças, e de quem tivessem o direito de exigir tudo, como capatazes.

O mundo girou e mudou...As mulheres estão mais conscientes de que são indivíduos com necessidades, direitos e por que não, poderes.Os homens...A maioria continua na mesma.Alguns ainda admitem a igualdade entre os sexos, tentam dividir as tarefas em casa, mas muitos querem matar suas ex-esposas quando elas têm a audácia de quererem se libertar do casamento.

O homem não sabe o que fazer com essa nova mulher, a mulher não sabe o que fazer com ela mesma.Ela sabe que tem direitos, mas e os deveres que ainda estão encrustrados em sua mente?Quais os modelos seguir daqui pra frente?Ser dura, ser complacente, viver só, ter filhos, se submeter aos caprichos de um homem, deixar de lado o poder único de ser mãe?E como é ser mãe, sem estar perto dos filhos?

Todas essas dúvidas acabam tornando os relacionamentos mais superficiais e deterioráveis, não há mais certezas como havia no tempo da mamãe.Não sabemos se ficar casada é a melhor coisa.Sabemos que não queremos abrir mão de nossas conquistas, e que hoje o mundo é grande e acessível.

Juntamente com todas essas mudanças no comportamento da humanidade, que vêm se acentuando gradativamente com o passar dos tempos, ainda tem essa tal de internet!Mas o que a internet tem a ver com isso????TUDO.

Em outros tempos era muito dificil ter contato com tantas pessoas como se é possível hoje.As pessoas tinham o seu campo de visão(e de ação),muito limitados quanto aos relacionamentos afetivos, as possibilidades eram pequenas.Agora, basta entrar em uma sala de bate-papo para encontrar milhões de pessoas famintas por algumas palavras de carinho e conforto.O que mais as pessoas fazem hoje é recorrer a esse recurso, o do carinho virtual.Muitos desses papos se tornam encontros reais, com final feliz ou não.Mas o fato é que sabemos que existem milhões e milhões de pessoas em todo o mundo, pessoas diferentes, pessoas interessantes e em busca das mesmas coisas, à procura de reconhecimento.Quando não gostamos de alguma conversa, simplesmente buscamos outra pessoa que tenha um papo mais interessante e que possa ser um futuro pretendente mais decente.Essa facilidade, essa disponibilidade de pessoas nas prateleiras do mercado afetivo facilitou a banalização e a superficialização das relações.Não vale mais a pena continuar em um relacionamento problemático, pois existem milhões de itens disponíveis.
Mas há um pequeno problema:Nosso tempo no mundo é curto demais para ficarmos nessa busca incessante por um par perfeito, principalmente por que não exite par perfeito e todos os relacionamentos humanos são problemáticos.Para que o relacionamento seja intenso e satisfatório tem que haver renúncia e muita luta conjunta, esforços que ninguém mais está sendo capaz de fazer.Tudo é mais importante, EU sou mais importante que todos os outros.
Mundo globalizado, mundo individualizado...

O que será das famílias daqui a cem anos, o que será da ceia de natal, do dia das mães, dos almoços de domingo, dos filhos no parque? Será que criaremos um andróide para que possamos nos relacionar, um robótico perfeito que nunca nos contrarie, seja sempre amável, carinhoso, fiel, seja lindo e simpático? O futuro dirá.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Fenômeno


Assim como o livro, os filmes sobre Harry Potter fazem o maior sucesso entre jovens de todas as idades, um fenômeno mundial e pioneiro no mundo.É incrivel ver como essa mania tomou conta de milhares de pessoas, que durante anos sempre aguardaram ansiosas as novidades sobre Harry.O que será desses fãs agora com o fim da saga de Harry Potter, e de sua autora que conviveu durante tantos anos com a sua criatura?

Na platéia


Eu na platéia assistindo ao espetacular quarteto de cordas, o quarteto Tristão de Ataíde, no Grêmio literário Tristão de Ataíde.

A Devassa

Cartaz do espetáculo A Devassa.Trata-se de uma peça que fala sobre os inconfidentes, seus dramas, suas aspirações, seus amores e seus destinos.Escrita por Adélia Carvalho e pesquisa histórica de Ana Jardim.
Participação do programa Terra de Minas da rede Globo, ao vivo, no dia 21 de abril de 2007.Apresentamos trechos de A Devassa, autoria e direção de Adélia Carvalho, Grupo de Teatro "As Medéias".

Auto de Natal


Essa foi a minha segunda apresentação em outubro de 2006.

Peça de Adélia Carvalho "Auto de natal"



Estréia


Essa foi a minha estréia nos palcos, em julho de 2006.Foi um grande momento onde vivi três personagens distintos e um deles é esse menino de "No natal a gente vem te buscar" de Naum de Oliveira.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...